À espera dos campeonatos esportivos no Rio, Barra da Tijuca vê crescer o interesse de investidores e empresas

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Bairro, que se prepara para receber os campeonatos de 2016, tem o desafio de se consolidar como polo gerador de negócios, renda e emprego.

A Barra da Tijuca está em alta. Enquanto se prepara para ser o coração dos campeonatos esportivos de 2016 – já que irá sediar as Vilas para os esportistas, o Riocentro e a Vila de Mídia – o bairro, na zona oeste da cidade, ganha a atenção de investidores e grandes empresas. O desafio é aproveitar o bom momento para manter o legado de um dos principais eventos esportivos do planeta e se consolidar como polo gerador de negócios, renda e emprego.

Potencial para isso não falta. Entre os principais atrativos do bairro está um conjunto invejável de dados socioeconômicos.
Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda per capita elevada da Barra – que beira os 2.500,00 – é a segunda mais alta do Rio. Fica atrás apenas da Lagoa, superando Ipanema e Leblon.

O bairro registra também expectativa de vida de 77,8 anos e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,959, além de baixíssimo analfabetismo.

Outro fator que pesa favoravelmente é o potencial de crescimento populacional. A expectativa é que o número de moradores do bairro – hoje de cerca de 300 mil habitantes – alcance 500 mil até 2020. Esse volume seria superior ao da cidade de Niterói, o que ampliaria consideravelmente a demanda local por produtos e serviços.”

O crescente interesse pela Barra fez com que diversos empreendimentos de alto padrão surgissem para fazer frente à maior demanda.
Um exemplo desse movimento é o Península Corporate, que recentemente recebeu investimento do Opportunity. A JLL atende o Opportunity no projeto*, buscando entre grandes empresas novos inquilinos para o empreendimento.

Os ocupantes são empresas de alto nível, como IRB, Giovani FCB, Pacific Drilling, Fator Realty.

Ao passar por um amplo processo de reformulação de infraestrutura urbana que incluiu maciço investimento em transporte público – metrô, BRT (Bus Rapid Transit, na sigla em inglês), Transcarioca -, a Barra, tornou-se opção viável para instalação de novas companhias e acesso de moradores e trabalhadores.

A Península se consolidou como um novo bairro residencial e atraiu empresas de padrão corporativo de forma alternativa à avenida das Américas. Nesse contexto, o Península Corporate é um empreendimento corporativo de alto padrão, com todas as instalações de moderna tecnologia.

Equilíbrio

A combinação entre aumento da oferta de empreendimentos e maior nível de vacância tem feito com que a Barra da Tijuca ajude a manter os níveis de desocupação de imóveis de alto padrão estáveis na cidade do Rio de Janeiro.

De acordo com pesquisa da JLL, no terceiro trimestre do ano, a taxa de desocupação no Rio teve leve queda. Ficou em 7,8%, praticamente acomodada em comparação ao segundo trimestre.

Já a Barra apresentou aumento de 6 pontos percentuais em relação ao período anterior, ficando com 17,2%.

O terceiro trimestre registrou alta dos valores pedidos de locação em 4,6% na comparação com o trimestre anterior. A média ponderada geral da cidade foi de R$129/ m²/ mês.

O segmento AA apresentou faixa de preço pedido entre R$90/ m²/ mês e R$250 / m²/ mês, com média de R$125/ m²/ mês. A zona sul continuou registrando a maior média e a Barra, a menor, respectivamente R$206/ m²/ mês e R$102/ m²/ mês.

Em relação aos edifícios classe A, a faixa de valores esteve entre R$70/ m²/ mês e R$220/ m²/ mês, com média ponderada de R$131/ m²/ mês. A zona sul apresentou a maior média, de R$179/ m²/ mês, e a Barra, a menor, R$111/ m²/ mês.

*em parceria com a Cushman & Wakefield