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Para a JLL, essa movimentação trouxe oportunidades de negócios

Assim como aconteceu em São Paulo com o Rodoanel Mário Covas, a conclusão dos 72 km do trecho do Arco Metropolitano que liga Itaguaí a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, vem atraindo um número crescente de ocupantes e investidores ao longo da estrada. Seu primeiro trecho, em operação há quase 40 anos, já ligava Duque de Caxias a Itaboraí e tem 71 km de extensão.

O projeto do Arco Metropolitano – cujo nome oficial é RB-493/RJ-109 – foi desenvolvido para desafogar o trânsito na Av. Brasil e Via Dutra, desviando dessas importantes vias caminhões que passam pela região rumo ao Espírito Santo, Belo Horizonte, Brasília e Nordeste.

Desde 2010, temos verificado empresas e investidores comprando terrenos em Queimados, Seropédica, Duque de Caxias, entre outros municípios. Era uma área rural, sem muitas perspectivas, que com o desenvolvimento do Arco Metropolitano vem atraindo grande interesse e se valorizando.

Nessa região, formou-se um polo farmacêutico, com um centro de distribuição de uma rede de drogarias e um projeto logístico de uma indústria farmacêutica, que está em andamento. Também se instalaram ao longo do novo trecho do Arco Metropolitano empresas de e-commerce, cosméticos, roupas, bebidas e operações logísticas. Uma grande empresa de alimentos adquiriu terreno na região de Seropédica para instalar uma planta industrial, que deverá fomentar o desenvolvimento do varejo e residencial.

Surgiram também condomínios logísticos modernos e com certificação LEED, entre eles o Golgi Seropédica (com 84 mil m2), o Arcolog (com 36 mil m2) e, o mais novo deles, entregue em maio de 2017, o Golgi Duque de Caxias (67 mil m2). Há também o GLP Duque de Caxias, mais um condomínio em construção na região, que terá 67 mil m2 na primeira fase.

Para a JLL, essa movimentação trouxe inúmeras oportunidades de negócios, sendo a mais recente movimentação um projeto built to suit para um centro de distribuição com 20 mil m2 de um laboratório farmacêutico. Também fazemos o gerenciamento de propriedade dos condomínios Golgi Seropédica e Golgi Duque de Caxias.

Quando foi projetado o trecho Itaguaí a Duque de Caxias do Arco Metropolitano, um dos objetivos era facilitar o acesso ao Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), que desacelerou em razão da crise na cadeia do petróleo. Mas agora vemos que o Arco Metropolitano não vive mais só do setor de óleo e gás.

Toda essa movimentação com investimentos de empresas logísticas e industriais de outros setores comprova que o Arco Metropolitano ficou independente. Estão surgindo outras vocações ao longo da rodovia. Com aeroportos, portos e malha viária importante, cada vez mais o Rio de Janeiro consolida-se como um hub logístico expressivo.

Observamos um interesse de investidores e ocupantes, o que revela uma confiança no futuro da região a médio e longo prazos.

 

Maurício Nascimento é analista de negócios da área de Transações da JLL.

 

Foto: João dos Santos/Aerofoto/Blog do Planalto

 

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