Clássicas ou modernas, as obras de arte complementam os escritórios corporativos

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Os empreendimentos ganham um toque especial com a inclusão de obras de arte no ambiente interno ou no externo.

As empresas de tecnologia usam e abusam do grafite, uma arte que vem das ruas

Uma escultura, um quadro, até mesmo um grafite. Os empreendimentos ganham um toque especial com a inclusão de obras de arte no ambiente interno ou no externo. Clássicas ou modernas, essas peças agregam um valor estético, revelam a personalidade do lugar e podem dar uma sensação de aconchego ou de descontração a ambientes típicos de negócios.

O artista plástico brasileiro Chico Niedzielski assina dezenas de esculturas impressionantes em várias partes do país. No mundo corporativo, um toróide tridimensional de 5 metros e 4,5 toneladas, que gira com o vento e pode ser movido com as mãos sem fazer força, é um dos ícones do artista. Feita de aço anticorrosivo, a obra foi instalada na entrada de um empreendimento corporativo na região da Avenida Chucri Zaidan, em São Paulo.

O portfólio de Chico inclui obras em diversas unidades do SESC, SENAC, hotéis, hospitais, parques e somam 100 toneladas. Em comum, elas têm a inspiração geométrica.

Minha obra não é de protesto, não é meramente decorativa. Ela busca levar o observador para dentro de si, para uma introjeção. É uma obra ‘meditante’”, pontua.

Segundo ele, a presença de obras de arte em edifícios corporativos não é uma novidade.

No centro velho de São Paulo e no Rio de Janeiro, diversos prédios e espaços públicos abrigam obras interessantes, diversas delas das décadas de 1930 a 1960. Em países da Europa, na China e no Japão, elas fazem parte do bom viver”, opina Chico, que acredita que esse tipo de iniciativa por parte das empresas beneficia a todos.

Na visão de Christina Coutinho, da área de Gestão Projetos e Desenvolvimento da JLL, a presença de obras de arte em espaços abertos, tão comum em Nova York, por exemplo, é uma forma de contribuição para a cidade e uma forma de valorizar e democratizar o acesso a elas.

Nos ambientes internos, as empresas tendem a seguir a linha de suas matrizes, reproduzindo aqui com algumas adaptações o look and feel da marca. Empresas mais tradicionais, como os bancos, costumam investir em esculturas e quadros. Já empresas mais arrojadas partem para obras mais contemporâneas como o grafite”, diz Christina.

Em alguns escritórios de empresas de tecnologia cuja instalação teve a gestão da JLL, foram chamados grafiteiros brasileiros famosos internacionalmente.

É uma técnica atual e jovem, que conversa com o escritório. Atende muito bem ao propósito de dar uma identidade local para os ambientes em que predominam profissionais mais jovens”, afirma Luciana Toller, gerente de projetos sênior da JLL. “São obras que dão uma sensação de aconchego, humanizam o ambiente”, completa Gabriela Pizarro, coordenadora de projetos da JLL.

Na foto, Chico Niedzielski ao lado de sua obra.
Foto cedida por Chico Niedzielski.