Como o corpo humano, um edifício empresarial precisa estar sempre em funcionamento

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“Um edifício empresarial é como o corpo humano, tem vários sistemas que precisam operar em harmonia, de forma constante. De dia, funciona mais intensamente e, de madrugada, com menor intensidade, pois está submetido a esforço reduzido.” É assim que Jorge Azevedo, gerente Regional da JLL, descreve a complexidade de manter um empreendimento empresarial em pleno e constante funcionamento. Segundo ele, essa tarefa exige:

  • estratégia
  • planejamento

Azevedo explica que para cada tipo de empreendimento há uma estratégia e planejamento diferenciados que envolvem desde a análise do tipo e do período de funcionamento da edificação, passando pela circulação de pessoas e materiais, até o dimensionamento de equipe e tipos de equipamentos.

“O empreendimento é uma estrutura viva, que depende de uma série de fatores para se manter em segura e permanente atividade”, afirma.

Edifício empresarial: atividade ininterrupta 

Em um edifício empresarial que funciona 24 horas, durante os sete dias da semana, tudo deve funcionar sem interrupção, desde a portaria/segurança, ar condicionado, até o fornecimento de água e energia, fazendo com que usuários e visitantes tenham segurança e conforto. Para isso, estratégia e planejamento são fundamentais, pois, normalmente, o edifício tem uma operação em plena atividade durante o dia e quase em regime de contingência durante a noite e a madrugada.

Um bom exemplo são os sistemas de prevenção contra incêndio e pânico. “Normalmente, durante o dia, há uma curva maior de presença de pessoas e de atividades, diferente do que acontece no período noturno. É preciso traçar estratégias para ambos os períodos, de forma a garantir que, em qualquer emergência, vidas e estruturas sejam igualmente preservadas”, explica.

Além disso, em um edifício empresarial que funciona ininterruptamente, é preciso ter flexibilidade, principalmente em questões que envolvem programação de funcionamento de equipamentos. Afinal, nos períodos em que há mais circulação de pessoas, há mais consumo de energia, de água e de ar condicionado. “Todo ‘planejamento e estratégia’ de funcionamento de equipamentos e sistemas tem que ser adequado. Claro que sempre há possibilidade de interferências externas imprevistas, como falhas de fornecimento de água, energia e telecomunicações. Para isso, implementam-se estratégias para atuar em regime de emergência”, diz.

Modernos e multiempresariais

Há muitos outros fatores que influenciam no planejamento e estratégia de administração predial.

Os edifícios empresariais mais modernos, por exemplo, com menos de cinco anos de operação, já possuem tecnologia e autonomia suficientes para funcionarem 24 horas com o mínimo de interferência humana. Já os edifícios mais antigos, precisam de mais intervenção humana para manobras e operação de equipamentos.

Pessoas garantem o funcionamento de um edifício empresarial 

Pessoas bem treinadas são um aspecto que garante o bom funcionamento de um edifício empresarial. A rotina do condomínio, o tipo de operação, o volume de circulação, tudo isso são fatores que impactam na ‘estratégia e planejamento’ de atendimento feitos pela equipe de gestão. E quem atua em toda a operação e todo o bastidor invisível da infraestrutura são as pessoas. “Mais de 50% do trabalho de gerenciamento predial envolve relacionamento, pois exige um alto grau de confiança e comprometimento entre a gestão predial, proprietários ou investidores do empreendimento, locatários, prestadores de serviços e público em geral”.

“Todos esses aspectos precisam ser avaliados e analisados para que tudo funcione de ponta a ponta de forma eficiente, sempre de acordo com a estratégia e objetivos do empreendimento e também dos seus condôminos e ocupantes. E sempre olhando para questões fundamentais referentes ao impacto positivo destas edificações no seu entorno e relativas à sustentabilidade e acessibilidade”, finaliza.