Condomínio economiza mais de R$ 2 milhões com energia elétrica

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Edifício Continental Square Faria Lima, em São Paulo, foi pioneiro no país entre os edifícios de uso corporativo na compra de energia no mercado livre.

Nos últimos dois anos, o aumento das tarifas do mercado cativo de energia, fornecida pelas distribuidoras, provocou uma onda de adesão ao mercado livre de energia. As empresas vieram atrás dos benefícios que o Condomínio Continental Square Faria Lima, cliente da JLL desde 2003, já experimenta há uma década, quando optou por se abastecer 100% de energia do mercado livre.

Nossa economia acumulada é da ordem de R$ 2 milhões nesses 10 anos”, afirma o gerente-geral do Continental Square Faria Lima, Marcelo Real.

Desde 2004, o crescimento do número de agentes de consumo tem sido contínuo, mas explodiu em 2016 e 2017. Em 2015, havia 1.826 usuários, número que subiu para 4.062 em 2016 e para 5.242 até outubro de 2017.

No segmento comercial, houve um aumento de mais de 50% da energia consumida no mercado livre. Em 2016, a demanda dessa classe no mercado livre era de 312 MW e, em 2017, chegou a 697 MW. Não possuímos dados específicos dos edifícios corporativos, mas enxergando o segmento comercial conseguimos afirmar que houve uma expressiva migração”, diz Marcelo.

A tendência é crescer ainda mais a migração do segmento comercial e industrial para o mercado livre de energia. De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (Abraceel), 24 mil empresas devem entrar no ambiente de livre negociação até 2028, o que representará uma carga adicional de 4.399 MW médios, podendo economizar R$ 2 bilhões por ano.

Ganhos atrativos

Segundo Marcelo, a opção pelo mercado livre de energia traz diversos benefícios, como tarifas menores que as do mercado cativo, risco zero, flexibilidade de negociação sem influência política do governo nas tarifas e possibilidades de contratação obedecendo ao perfil de consumo de cada negócio. “É um instrumento contratual que permite ao consumidor dividir o montante anual de energia contratado entre os meses do ano da forma que lhe for mais conveniente, desde que respeitados os limites estabelecidos no contrato. Essa condição minimiza eventuais sobras ou déficits”, explica.

Nessa primeira década, o Continental Square Faria Lima, que consome em média 1,2 MW por mês, era abastecido por meio de contrato com a empresa geradora Sykué, que fica no Estado da Bahia e produz energia a partir de capim-elefante. A partir de 2018, um novo contrato de três anos passa a vigorar com a EDP, que gera energia por fontes convencionais, como hidrelétricas e termoelétricas.

A partir da experiência do Continental Square Faria Lima, a JLL propôs esse modelo de energia a outros empreendimentos sob sua gestão.

Quem pode

Atualmente, podem comprar energia no mercado livre empresas dos setores industrial e comercial com demanda mínima de 3 MW ou a partir de 500 kW, desde que contratem energia de projetos de fontes alternativas (eólica, térmica a biomassa ou pequena central hidrelétrica). Está em andamento uma discussão para reduzir essas demandas mínimas e permitir que mais empresas deixem de ser obrigadas a comprar do mercado cativo.

Evolução do número de agentes consumidores do mercado livre de energia

grafico-1Comparação de consumo por segmento no mercado livre (2016-2017)

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Ganhos acumulados pelo Continental Square Faria Lima

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