Condomínio “verde” respeita o meio ambiente e gera economia

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Ações relacionadas à Sustentabilidade promovidas pela JLL melhoram a rotina e até as finanças do carioca City Tower.

A JLL apoia a inovação em diversas áreas, inclusive liderando iniciativas pioneiras como as que se relacionam à chamada Sustentabilidade, cujos três pilares são meio ambiente, economia e sociedade. Com o intuito de desenvolver o conceito de condomínio “verde”, com ações sustentáveis planejadas para favorecer o respeito ao meio ambiente, Christiane Durante, gerente de infraestrutura da JLL no Rio de Janeiro, está liderando o projeto do condomínio de escritórios City Tower, no centro carioca.

O projeto envolveu o controle de resíduos sólidos, com a coleta adequada para a reciclagem de materiais; redução do consumo de água e de energia elétrica; diminuição das emissões de carbono; e uma série de outros benefícios que estão levando ao Retorno sobre o Investimento (ROI) – em torno de R$ 1,8 milhão.

Para se ter uma ideia, o consumo de energia elétrica no condomínio também caiu em cerca de 14% entre 2009 e 2012. E a economia total proporcionada apenas pela operação do lixo chegou a R$ 2.600,00 por mês. Além disso, o resíduo que deixou de ir para o aterro sanitário foi encaminhado para a reciclagem, gerando matéria prima para novos materiais de plástico, papel, papelão e metais.

Práticas melhores e sustentáveis

No desenvolvimento do trabalho de gerenciamento de resíduos foram identificadas práticas sustentáveis de fácil aplicação. Foram realizados estudos de mercado para identificar produtos e equipamentos que não agridem o meio ambiente e implantadas as seguintes iniciativas:

Recicláveis – Foram adotadas Big Bags, que são sacolas retornáveis para acondicionar os recicláveis até a destinação final.

Bituqueiras – Bituqueiras e bombonas servem para o armazenamento das bitucas de cigarros. São enviadas para reciclagem em média anual 4,7 kg ou o equivalente a 4.500 bitucas para empresas de reciclagem, que aproveitam a celulose para produzir novos produtos.

Pallet de Contenção – Foram adquiridos Pallets de Contenção para evitar derramamentos de produtos químicos na rede de esgoto em caso de rompimento de suas embalagens.

Lâmpadas Fluorescentes – Coletores de lâmpadas fluorescentes foram instalados no condomínio, feitos a partir da reciclagem de tubos de pasta de dente. Algumas empresas da área privativa também aderiram a esta campanha, adquirindo os mesmos coletores. Os volumes para coleta com redução de custo são formados com a concentração de lâmpadas do condomínio e de usuários, sendo o custo final distribuído para cada responsável. Temos uma média de 998 lâmpadas fluorescentes descontaminadas anualmente.

Óleo Vegetal – O condomínio realiza a campanha para coleta de óleo de cozinha, convidando os usuários a trazer de suas casas o óleo vegetal usado. Este óleo é recolhido pela empresa recicladora e trocado por pano de chão.

Óleo lubrificante – Os resíduos de óleo lubrificante são enviados para re-refino sem custo.

Pilhas e Baterias – O condomínio adotou o coletor de pilhas e baterias. A destinação está sendo feita bienalmente com empresa licenciada.

Filtros de ar – Os filtros de ar do condomínio são destinados adequadamente por uma empresa licenciada.

Isopor – Os usuários fazem muita mudança de layout e substituição de equipamentos. Este trabalho gera em média 2 caçambas de isopor que são destinadas com custo direcionado aos usuários geradores.

Patilhas bactericidas – A logística reversa das embalagens de pastilhas bactericidas promove a devolução média de 1.200 unidades anuais para o fabricante. Resíduo Infectante – O resíduo infectante é gerado por empresas usuárias periodicamente ou em campanhas eventuais. O Condomínio apoia estas empresas no cadastro junto ao INEA e destinação adequada deste resíduo evitando contaminações. Disponibilizado em local restrito para armazenamento até a destinação.

Papel A4 de bagaço de cana de açúcar – A substituição do papel feito de celulose por bagaço de cana reduziu o custo para aquisição. Os usuários foram estimulados a adotar esta prática.

Ecopano – Substitui a malha costurada utilizada em limpezas de manutenção, normalmente com resíduos de óleo. Houve redução significativa do volume gerado de resíduo classe I.

Canecas – Substituem os copos descartáveis utilizados pelos prestadores de serviço do condomínio por canecas. Reduziu a geração de lixo.

Green Cleaning – Substituídos os produtos de limpeza tradicionais por produtos com selo Green Seal.

Instalação de diluidores automáticos – Eliminam a possibilidade de erro na diluição manual.

Capacho 3M – Adquiridos capachos da 3M com 3 metros de largura e comprimento. Este capacho retém a poeira dos sapatos, reduzindo assim a sujeira no interior na edificação.

Hora do Planeta – Campanhas internas para incentivo na participação do movimento mundial para demonstrar a preocupação com o aquecimento global.

Caronetas – Iniciativa do condomínio em participar do projeta da Empresa Caronetas, que promove o encontro de CEPs de pessoas na mesma empresa e com interesse em dar ou pegar caronas. Esta prática contribui para a redução de emissão de monóxido de carbono.

Automatização do sistema de controle de correspondências – Substituição dos controles manuais de correspondência por um sistema informatizado, reduzindo a geração de papel e contribuindo para a inclusão digital.

Tratamento de água das torres – Substituição da empresa de tratamento de água das torres. Instalação de Central Controladora da Qualidade da Água das Torres de Refrigeração com dosador automático de produto, purga inteligente (Economia de Água), dreno controlado por condutivímetro, leitura de pH “full time” e acionamento automático das bombas dosadoras.

Auditoria de limpeza – Realizada nas áreas privativas e comuns, sem custos extras, os relatórios foram apresentados aos usuários com sugestões de melhoria na limpeza dos ambientes internos.

Auditoria de Resíduos – Auditoria em todas as lixeiras de usuários do prédio, com o levantamento do número de usuários que não colaboram com a coleta seletiva em cada andar.

Treinamento – As equipes de manutenção, limpeza e demais operações do condomínio e das empresas usuárias, aprenderam sobre gerenciamento de resíduos, eficiência energética, uso racional de água, utilização de produtos de limpeza adequados.

Políticas – Elaboradas políticas de compras, gerenciamento de resíduos, equipamentos consumidores, limpeza, fumaça de tabaco e eficiência energética.

TV corporativa e Quadros de Aviso – instalação de aparelhos de TV na recepção para campanhas e divulgação das ações e investimentos sustentáveis realizados no prédio.

Gestor Ambiental – Contratado para apoiar nos treinamentos, campanhas e controle de documentação.

Além destas grandes iniciativas, foram realizadas outras operações de menor porte, com ganhos significativos, tanto financeiros para o empreendimento como de qualidade para a sociedade como um todo. Entre elas, a substituição do papel feito de celulose pelo fabricado com bagaço de cana, que provocou uma redução de 5% nos gastos com este insumo. Ou ainda a receita obtida pela venda de recicláveis, que passou a ser revertida para o pagamento de resíduos classe I, representando uma redução de 0,08% no custo condominial mensal.

A discussão sobre as questões ambientais vem aumentando. E, ao longo dos anos, o assunto ganha cada vez mais importância entre a população, deixando de ser apenas uma discussão política ou científica. As empresas e indústrias começaram a se preocupar com sua imagem junto ao público consumidor, procurando desta forma exigir cada vez mais dos seus fornecedores, cobrando atendimento às leis e normas ambientais”, argumenta Christiane, sobre o que motivou o projeto.

A JLL, especialmente na área de Gerenciamento de Propriedades, desenvolve ações que envolvem o tema sustentabilidade ambiental nos empreendimentos que administra. “Dentro do conceito de administração verde, em 2009, foram tomadas algumas ações sustentáveis, que aos poucos evoluíram e atualmente chegaram ao primeiro grande projeto implantado”, relata Christiane.

O Condomínio City Tower, ocupado por grandes empresas do setor petrolífero e bancário, identificou diversas ações que poderiam torná-lo sustentável, começando pela redução das emissões de gases do efeito estufa. A partir daí, foram identificadas necessidades e definidas ações e projetos envolvendo as operações e serviços do edifício, envolvendo o correto gerenciamento de resíduos, eficiência energética, uso racional de recursos naturais, entre outras. Este conjunto de ações, segundo Christiane, exigia baixo investimento financeiro por parte dos condôminos e contribuiria para a sustentabilidade do edifício.

O objetivo principal da iniciativa envolve agregar valor econômico ao edifício por meio da implantação de ações voltadas para economia energética e de consumo de recursos naturais. Como objetivo secundário, minimizar os impactos ambientais causados pelas atividades de operação e manutenção do edifício comercial. As ações sustentáveis do Condomínio City Tower abrangem diversas áreas, como administração, limpeza, operação e manutenção, além do envolvimento dos usuários e proprietário do edifício.

Inicialmente, o proprietário aprovou os investimentos para instalação de filtros oxicatalizadores nas descargas dos geradores, para controlar a fumaça preta emitida durante o seu uso. Também foram realizados investimentos na confecção de grades no depósito de lixo, para separação dos resíduos”, narra Christiane. Após a organização desta área, identificou-se a necessidade de buscar uma empresa especializada no processo de implantação do gerenciamento de resíduos, o que se tornou um dos grandes desafios.

“Fizemos uma pesquisa de mercado para encontrar empresas de Gerenciamento de Resíduos, o que foi uma dificuldade pois é um trabalho relativamente novo. Mas encontramos algumas empresas que atuam no setor industrial, com custos muito altos e sem interesse em pequenos geradores”. Depois de uma ampla pesquisa, o condomínio conseguiu contratar a empresa que ofereceu a melhor relação entre custo e benefício, mas que não atendeu às expectativas e o contrato foi reincidido dois meses despois.

Uma nova pesquisa de mercado foi realizada e outra empresa foi identificada, desta vez com a proposta de desenvolver um trabalho específico para atender o conjunto de prédios, com uma geração de resíduos também considerada pequena para os seus padrões. A parceria foi firmada e a empresa vem desenvolvendo um trabalho em conjunto com a JLL em vários prédios no Rio de Janeiro.

Após a contratação desta companhia, foram realizados levantamentos sobre as necessidades de aquisição de coletores, garantindo assim a separação de resíduos desde a origem. “Este trabalho proporcionou a substituição e adequação de mais de 4.000 coletores nas áreas privativas. Iniciamos as campanhas e os treinamentos envolvendo todos os usuários, funcionários da operação de recolhimento de lixo e seus responsáveis”, afirma Christiane.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos foi elaborado e apresentado a todos os usuários como forma de orientar quanto ao armazenamento e acondicionamento de cada tipo de resíduo antes da destinação final.