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Produtos de alto valor agregado necessitam de uma infraestrutura que ofereça segurança e comodidade.

O crescimento do comércio online leva as empresas a buscarem condomínios logísticos para realizar entregas com rapidez e segurança.

Os números da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) atestam a força que o e-commerce vem ganhando no Brasil. Os cálculos apontam um crescimento de 18% no comércio eletrônico em 2016, com um volume de 190,9 milhões de pedidos nas lojas virtuais e um faturamento de R$ 56,8 bilhões.

Como atender a toda essa movimentação, com eficiência, agilidade, otimização de custos e processos? Cada vez mais, as empresas que atuam no e-commerce vêm buscando os serviços de condomínios logísticos, encontrando neles uma infraestrutura de armazenamento que proporciona segurança e comodidade.

São estruturas com localização estratégica, próximas aos grandes centros de consumo, com acesso fácil a rodovias, dotadas das mais atualizadas tecnologias para a movimentação e estocagem de cargas variadas. Em geral, são galpões com pé-direito livre entre 11 e 12 metros, piso com resistência entre 5 e 6 toneladas por metro quadrado, grande número de docas, amplo pátio de manobras e estacionamento.

Esqueça os gastos com portaria, segurança, limpeza e funcionários, exigidos por uma operação interna de toda a logística necessária para armazenagem e entregas, quando se ocupa um site exclusivo stand-alone. Num condomínio logístico, os custos são otimizados com operações de grande escala, garantindo à empresa-cliente os benefícios, segurança e o armazenamento adequado a cada tipo de produto.

Pesquisas indicam que os setores de eletrodomésticos, artigos de beleza e medicamentos são os principais na área do e-commerce. São produtos de alto valor agregado, que necessitam de uma infraestrutura que ofereça segurança e comodidade. É uma demanda que pode ser atendida pelos condomínios logísticos – eles oferecem a flexibilidade e agilidade exigidas pelo comércio eletrônico e, cada vez mais, se credenciam para ser a casa do e-commerce no Brasil.

Além do comércio eletrônico, outros cenários favorecem a expansão dos condomínios logísticos. Segmentos como as indústrias farmacêutica e de alimentação, por exemplo, que historicamente, sofrem menos os impactos da crise, vêm utilizando os galpões refrigerados, projetados e construídos para garantir eficiência no recebimento, estocagem e expedição da mercadoria.”

O mercado já conta com grandes players nessa área. A Hines do Brasil é um deles, empresa de investimento e gerenciamento de propriedades imobiliárias, uma das pioneiras no desenvolvimento de galpões de logística em todo o país. Atualmente possui um estoque com aproximadamente 1 milhão de m² e com presença nos principais hubs logísticos do país, como o empreendimento Distribution Park Cajamar. E existe, ainda, muito espaço para crescer.

Natália Toreto é coordenadora de transações industriais e logísticas da JLL