Congestionamento em São Paulo gera busca por espaços flexíveis

Leitura de 5min

Adoção de espaços flexíveis de trabalho tem movimentado o setor de consultoria em imóveis na cidade.

 

Dados de um ranking divulgado, no final de 2013, pela holandesa Tom Tom – especializada em serviços de navegação – revelam que o Rio de Janeiro e São Paulo estão entre as 10 cidades com os piores índices de congestionamentos do planeta. Outra pesquisa, dessa vez realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca que esse cenário faz com que a capital paulista arque com um prejuízo anual de R$ 40 bilhões – aproximadamente 1% do PIB nacional. Uma das maiores perdas geradas pelos engarrafamentos refere-se ao custo de oportunidade – mais fácil de ser entendido como o tempo em que um profissional deixa de produzir para ficar parado no trânsito – que hoje corresponde a R$ 30 bilhões.

Cientes dos problemas relacionados ao tempo de mobilidade, as empresas hoje têm buscado soluções viáveis com o intuito de amenizá-los. A tecnologia é a principal.

Hoje existem recursos de voz, de imagem, meios de compartilhamento de arquivos e documentos, entre outros, que já suprem a necessidade da presença física. Eles permitem que as pessoas se conectem de forma totalmente segura, independentemente do local em que estejam”, diz Christina Coutinho, gerente de Projeto Sênior da JLL e integrante do Comitê de Workplace & Strategy da Corenet em 2013, formado para discutir o futuro dos espaços corporativos.

Essa realidade exige uma mudança cultural das corporações, principalmente do papel desempenhado pelo gestor. “É perfeitamente possível ser produtivo à distância. O gestor, nesse caso, precisa encontrar a melhor forma para medir a eficiência de sua equipe. Esse é um cenário que aos poucos vem se modificando”, acrescenta a executiva. Mas de que forma esse mudança impacta o setor imobiliário?

Segundo Christina, apenas na distribuição do ambiente.

Logicamente, a empresa precisa de um espaço próprio, que seja capaz de reunir seus profissionais, promover sua missão e disseminar sua cultura. Isso não muda. O desafio afora é tornar os ambientes funcionais para as necessidades atuais e atrativos para a retenção de talentos. Nesse caso, os espaços de convivência e colaborativos ocupam uma porcentagem maior da planta do que os espaços individualizados – cafés, salas de reunião, espaços colaborativos e de descontração – predominam”, explica.

O objetivo, nesse caso, é estimular a troca de informações, de conhecimentos e resultados. Para atingi-lo de forma efetiva, a JLL tem oferecido aos seus clientes toda a sua expertise, contribuindo para que criem o espaço ideal e que reflita seus valores. “Além do aumento da produtividade, o workplace promove o maior engajamento dos funcionários e a retenção de talentos. Esse processo no Brasil ainda exige mudanças legislativas. Mas temos notado uma mudança gradativa e promissora”, considera a executiva.