Desmobilização de ativos diminui despesas e aumenta receitas

Leitura de 6min

Empresas abrem mão de portfólio imobiliário para manter foco em seu core business.

 

Durante muito tempo, as empresas mantinham-se como proprietárias dos imóveis que ocupavam e ainda é assim em muitas delas, principalmente no Brasil. Isso é encarado como forma de proteção dos ativos, principalmente nas companhias mais conservadoras e de gestão familiar, que representam 98% das corporações brasileiras, segundo levantamento do IBGE divulgado este ano. No entanto, com a crise de 2008, as companhias precisaram cortar gastos e gerar receita para manter o negócio, o que levou a mudanças na gestão, inclusive dos ativos imobiliários.

Além do capital
levantado com a venda
das propriedades,
as companhias passam
a não ter gastos com contas
que não estão relacionadas
a seu negócio principal.”

André Rosa, diretor de Vendas e Investimentos da JLL, explica como a venda dos imóveis pode ajudar a aumentar a receita das empresas. “Além do capital levantado com a venda das propriedades, as companhias passam a não ter gastos com contas que não estão relacionadas a seu negócio principal”, diz. Mas, não são só empresas em dificuldades financeiras que optam pela desmobilização. Companhias com planos de expansão agressivos podem reduzir seu nível de endividamento ao optar pelo aluguel de sua sede ou unidades em vez da aquisição de novos terrenos ou prédios para fábricas e escritórios.

A JLL auxilia na aquisição e venda de imóveis, na captação de recursos para novos projetos, além de ajudar na integração da gestão do portfólio imobiliário ao planejamento estratégico, recomendando a melhor solução para cada imóvel e cliente. “Muitas companhias estrangeiras estão desmobilizando seus ativos imobiliários e, por ser uma empresa global, a JLL faz este trabalho com multinacionais instaladas no Brasil e também com empresas locais”, afirma. Mais do que negociar as propriedades, a JLL identifica pontos que podem ser melhorados para aumentar a liquidez e valorizar os imóveis.

Na prática

A Plascar, fabricante de peças para veículos automotores, é uma empresa nacional que optou pela desmobilização de seus ativos recentemente. Com a intermediação da JLL, suas três unidades industriais localizadas em Betim (MG), Varginha (MG) e Jundiaí (SP), além do prédio da antiga sede em Jundiaí, foram negociados por R$ 125 milhões e adquiridos pela Savoy Imobiliária Construtora.

A Plascar passará a ser locatária das fábricas onde está atualmente, numa operação chamada sale and lease back. “Para a Plascar, a negociação foi ainda mais otimizada, pois conseguimos um único comprador interessado em todo o portfólio. Se a empresa precisar expandir, contará com o apoio da Savoy como investidora”, explica Rosa.

“Em um prazo bem curto, conseguimos um parceiro imobiliário que, além da aquisição dos imóveis, também está comprometido em investir na nossa expansão no País”

André Nascimento
Presidente da Plascar

Jornalista Responsável: Velma Gregório – MTB 5497