Dividir para multiplicar

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Em condomínios logísticos e industriais, empresas reduzem custos, usufruem de boa infraestrutura e mantêm foco em seu core business.

 

A instalação de empresas em condomínios logísticos é uma tendência do mercado. As empresas compartilham custos e podem manter o foco em sua atividade final”, diz José Roberto de Freitas, diretor da JLL.

A empresa, pioneira na administração deste tipo de empreendimento no Brasil, atualmente é responsável pela gestão de mais de dois milhões de m² de parques logísticos e industriais no País.

Segundo Alex Martins, gerente de propriedades da área de Asset Management da Prosperitas, os novos empreendimentos têm sido construídos para atender às diferentes necessidades das empresas. Os galpões são modulares, o que facilita a expansão ou a retração da operação, têm pé direito alto e pisos com maior resistência ao peso, permitindo, portanto, o armazenamento de uma quantidade maior de produtos.

Vale ressaltar que a localização é um dos atrativos dos condomínios logísticos. O transporte de cargas é feito majoritariamente por via rodoviária no Brasil e, por isso, grandes empreendimentos estão sendo desenvolvidos nos eixos das principais rodovias. “Isso facilita a distribuição de produtos nas capitais”, afirma Martins. É o caso do Centro Logístico Brasil Campinas (CLB Campinas), no entroncamento das rodovias Anhanguera e Dom Pedro I. Ao todo, são 457 mil m² de terreno e 215 mil m² de área construída, com 60 mil m² a serem entregues na primeira fase. O CLB Campinas terá a JLL como administradora do condomínio.

Estrutura compartilhada

A administração é responsável pelo gerenciamento de toda a infraestrutura das áreas comuns, como manutenção, limpeza, segurança, portarias, restaurante e até transporte de funcionários. São itens que afetam o dia a dia dos usuários do condomínio e estão diretamente ligados à produção.

Para os usuários, uma empresa focada integralmente nas operações do condomínio poderá proporcionar serviços eficientes e de qualidade. “A JLL trabalha em contato direto com o setor de recursos humanos das empresas. Ele é o ponto de apoio para que façamos os ajustes que atendam às necessidades dos funcionários e às políticas de cada empresa”, explica Freitas.

A atuação da administradora de um condomínio logístico começa muito antes do empreendimento entrar em operação. A JLL, por exemplo, também participa da definição do projeto, com sugestões que vão facilitar a administração do negócio no futuro. “O preço do condomínio é um fator decisivo para a comercialização do empreendimento e uma gestão eficiente diminui este custo”, afirma Martins.

Iniciativa premiada

Por estarem localizados fora da área residencial das cidades, os parques logísticos e industriais sofrem com a dificuldade de locomoção, indisponibilidade de transporte público e sua falta de pontualidade. Pensando nisso, a JLL investe na implantação do transporte compartilhado nos parques industriais que administra. E a iniciativa rendeu frutos: a empresa ganhou, em 2010, o prêmio da Associação Brasileira de Facilities (Abrafac) pelos benefícios gerados a um de seus clientes em Curitiba.

Os benefícios do transporte compartilhado geraram redução de custos de 17% no primeiro mês, além de se tornar um diferencial atrativo para novas companhias. As empresas já instaladas puderam perceber o aumento da produtividade e a redução das horas extras, fruto de um transporte compartilhado que contempla os diversos turnos de atividade.

A iniciativa gerou também redução nas faltas e atrasos dos funcionários decorrentes da ineficiência do transporte público e diminuiu os afastamentos e indenizações por acidentes no percurso entre a casa e o local de trabalho dos funcionários.

 

Jornalista Responsável: Velma Gregório – MTB 5497