A valorização do dólar vem provocando efeitos positivos no mercado imobiliário brasileiro. A alta da moeda norte-americana – cuja cotação tem superado a casa dos R$3 desde março -, faz com que investidores estrangeiros precisem de menos dinheiro para ir às compras. Na prática, o preço dos ativos brasileiros ficou mais barato para eles, que agora estão à procura de boas oportunidades de negócio.

Por incrível que pareça, mesmo com as dificuldades econômicas atuais, os estrangeiros estão olhando para o Brasil com muito mais interesse hoje do que há seis meses. A questão do câmbio pesa muito a favor. A cada semana tenho um estrangeiro, um fundo soberano, um fundo de private equity querendo investir em ativos reais, prédios no Brasil”, afirma Felipe Góes, presidente da São Carlos Empreendimentos.

A sensação de que o dólar continuará forte contribui para a consolidação da tendência, diz Roberto Patiño, diretor de Transações da JLL.

Os investidores não têm dúvidas de que esse é o momento de se reposicionar no País. Eles estão prospectando prédios e ativos que já estejam alugados, tenham diferenciais competitivos e tragam boas perspectivas de valorização futura.”

Patiño observa que, no atual patamar, o dólar assegura uma economia de cerca de 30% na aquisição de imóveis no Brasil.

Sinal amarelo

Apenar do cenário estimular a compra de ativos imobiliários no Brasil, fundos estrangeiros que investem no setor mantêm no radar a preocupação com o possível rebaixamento do grau de investimento soberano.

Esse é um ponto importante. Se a nota do País cair, muitos fundos terão de vender suas posições a qualquer preço, pois é algo que está escrito no mandato deles”, alerta Patiño.

Foto: JLL