Edifício Villa-Lobos usa LED nas áreas comuns e reduz custos com energia

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Toda a iluminação das garagens e halls de elevadores foi substituída, e a economia mensal é de cerca de R$ 9 mil.

Por seus benefícios ambientais e econômicos, a iluminação LED é cada vez mais uma forte tendência. Por isso, o grupo de sustentabilidade formado por gerentes prediais da JLL incentiva os proprietários a fazer a troca de lâmpadas convencionais por LED.

Num investimento feito em duas etapas, o Condomínio Edifício Villa-Lobos, em São Paulo, por exemplo, concluiu a substituição das lâmpadas há cinco meses. Agora, toda a iluminação dos dois pisos de garagens e os halls dos elevadores é de LED.

Primeiro, em agosto de 2015, foram trocadas as 1.200 lâmpadas fluorescentes tubulares dos estacionamentos de 32 W e 600 reatores de 2 W por lâmpadas LED de 18 W.

Considerando 18 horas de uso diário, 25 dias por mês e o custo da energia na época da mudança, a redução mensal na conta de energia é de R$ 4.698,00. Em 16 meses, a economia obtida já foi suficiente para compensar o investimento feito”, calcula Renato Francisco da Silva, gerente de infraestrutura (área de Gerenciamento de Propriedades) da JLL, que atua no Villa-Lobos.

Em junho de 2016, foi a vez de modernizar a iluminação dos halls dos elevadores. No total, foram substituídas 828 lâmpadas de 18 W por lâmpadas bulbo de LED de 8 W. Com isso, houve uma redução de 12.000 W no consumo e a conta de luz mensal do Villa-Lobos caiu mais R$ 4.000,00. O retorno do investimento se deu em apenas três meses.

Segundo Renato, a economia é ainda maior, já que nos cálculos não foram considerados os custos para substituição das lâmpadas em caso de queima e a vida útil de cada modelo. “Uma lâmpada fluorescente é trocada, em média, a cada 8 meses, com aproximadamente 3.500 horas de uso. As de LED têm previsão de 50.000 horas, o equivalente a 9 anos”, compara.

Fim de problema ambiental

Mas os benefícios para o condomínio não param por aí. A maior durabilidade das lâmpadas LED põe fim a um problema ambiental para os edifícios: o armazenamento de lâmpadas fluorescentes queimadas. Na rotina, as peças trocadas tinham de ser manipuladas e guardadas cuidadosamente num local confinado, já que possuem metais pesados em sua composição, como chumbo e mercúrio. A cada seis meses, eram enviadas para reciclagem, pagando-se a empresas certificadas pelo serviço.

Mas o que fazer com as 2.000 lâmpadas substituídas no projeto de modernização da iluminação do Villa-Lobos?

A primeira opção seria vender para abater parte dos custos, mas não havia como determinar a vida útil de cada lâmpada, ficando complicado precificar. A segunda possibilidade seria enviá-las para reciclagem, mas haveria um custo aproximado de R$ 1,00 por unidade.

Em razão da campanha do agasalho de 2016, tivemos contato com algumas instituições e identificamos dois locais, o Hospital de Olhos da Cruz Vermelha e a Sociedade Santos Mártires, que aceitariam as lâmpadas como doações para reutilizarem. Para cada instituição, foram doadas 600 lâmpadas fluorescentes”, conclui.

Por que as lâmpadas LED são melhores?

Porque são mais eficientes: A energia consumida pelo LED é revertida em iluminação e não em calor, consequentemente não desperdiça energia.

  • 1 lâmpada incandescente de 60 W ilumina igual a 1 luminária LED de 4,5 W, mas economiza 55,5 W/hora.
  • 1 lâmpada fluorescente tubular de 40 W ilumina igual a 1 luminária LED de 18 W, mas economiza 22 W/hora.
  • 1 lâmpada dicroica de 50 W ilumina igual a 1 luminária LED de 6 W, mas economiza de 44 W/hora.

Porque duram mais: compare a vida útil

LED = mais de 50.000 horas

Incandescente = 1.000 horas

Fluorescente compacta = 6.000 horas

Fluorescente tubular = 7.000 horas

Halógena = 3.000 horas

Em termos de durabilidade 1 LED = 50 lâmpadas incandescentes = 8 lâmpadas compactas fluorescentes = 16 lâmpadas halógenas.

Porque não emitem radiação IV/UV, o que evita danos à pele, plantas e também objetos ou produtos expostos como roupas, calçados, móveis, decorações e obras de arte.

Porque não contêm metais pesados como chumbo e mercúrio, assim não há necessidade de um descarte especial como as lâmpadas fluorescentes.