Eficiência energética: boa para as contas e para o planeta

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Edifícios verdes são realidade em países desenvolvidos e começam a ganhar espaço no Brasil.

A previsão é que o retorno do investimento em tecnologias alternativas seja reduzido para entre três e cinco anos.”

Profissionais das áreas de Gerenciamento de Propriedades e Facilities precisam estar alinhados com as questões de preservação do meio ambiente e sustentabilidade. Este é um momento de definição dos caminhos futuros para que o Brasil se posicione adequadamente no mercado de real estate mundial. O mercado da construção civil utiliza mais de um terço dos recursos do planeta, consumindo 12% da água doce e gerando 40% de todo o resíduo sólido do mundo. Estes números apresentam parte do problema que os gerentes de Propriedades e Facilities têm nas mãos: muitos dos projetos e orçamentos de compras, reformas e melhorias começam em suas mesas de trabalho, o que os possibilita definir diretrizes que levam a resultados mais sustentáveis.

Os argumentos para as decisões sustentáveis baseados em dados quantitativos, vantagens econômicas ou performance ainda são difíceis de encontrar. A energia é um dos principais aspectos de um empreendimento que possibilita economias tangíveis, por isso, tem apresentado sucessivos investimentos, tanto por parte dos investidores quanto dos ocupantes. A redução de gastos operacionais e o pequeno período de tempo necessário para custear o programa são outros pontos positivos.

Os recursos naturais não são infinitos, ao contrário do que parecem ser as necessidades das grandes metrópoles. Mas, as oportunidades de preservação e melhor aproveitamento destes recursos também são inúmeras em praticamente todos os empreendimentos comerciais. Ao assumir a administração de uma propriedade, a JLL consegue implementar ações para reduzir os gastos com energia entre 5% e 15% em poucos anos, sem que seja necessário investimento financeiro na maioria das vezes.

Os edifícios verdes já são realidade há anos nos países desenvolvidos e estão em construção ou são recém-construídos em países como o Brasil. Muitas leis, decretos e normas hoje em vigor regem sobre aspectos condominiais, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos.”

O desafio de incorporadores, proprietários, arquitetos e engenheiros é incluir os conceitos sustentáveis desde a concepção do projeto e primeiros estudos. Alguns edifícios brasileiros que buscam se diferenciar como edifícios verdes no mercado imobiliário utilizam-se de metodologias de avaliação já difundidas no mercado mundial para certificação de edifícios verdes, como o LEED® (Leadership in Energy and Environmental Design®). Conforme dados do órgão certificador Green Building Council Brasil, de junho de 2011, já existem no País 32 edifícios com essa certificação, de um total de 302 registros de solicitação. Isto representa oito milhões de metros quadrados certificados pelo LEED no Brasil. No mundo, o total chega a 786 milhões de metros quadrados já certificados.

Mas, e o grande número de prédios construídos há mais de dez ou vinte anos nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro? Há um grande volume de edifícios a serem avaliados e que precisarão de intervenções para redução do impacto que causam ao meio ambiente, principalmente com a redução do consumo de energia e criando possibilidades de uso de fontes renováveis. Muitas tecnologias alternativas, especialmente a solar, mas também a geotérmica e a eólica, se tornarão menos onerosas para serem implantadas. A previsão é que daqui a cinco anos, o retorno do investimento em tecnologias alternativas, que hoje varia entre sete e dez anos, seja reduzido para entre três e cinco anos.

Clientes da JLL já demandam dados para seus Relatórios de Sustentabilidade, demonstrando uma nova forma de pensar e gerir suas operações, ligando o sucesso econômico das corporações aos impactos socioambientais que causam. Nossa responsabilidade é fornecer números consistentes, com oportunidades de melhoria no desempenho dos edifícios. À medida que a sustentabilidade apresentar vantagens do ponto de vista comercial, mais ações sustentáveis serão implementadas nos empreendimentos. Essa mudança é positiva tanto para o planeta quanto para a economia.”

Jornalista Responsável: Velma Gregório – MTB 5497