Escritórios compartilhados movimentam o mercado no Rio de Janeiro

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Alternativa ao home office, os coworking spaces vêm crescendo nos últimos anos

Os escritórios compartilhados, ou coworking spaces, absorveram 20 mil m2 em edifícios de alto e médio padrão no Rio de Janeiro neste primeiro semestre. Desse total, 14 mil m2 são em empreendimentos AA e 6 mil m2 em empreendimentos B. Quase 60% desse volume está localizado na região central da cidade, e o restante, na orla.

Foi um desempenho surpreendente. Este nicho pode representar um segmento muito promissor para o mercado imobiliário de escritórios”, acredita Evie Kempf, gerente de transações da JLL no Rio de Janeiro.

Segundo o site Coworking Brasil, o crescimento de espaços compartilhados foi de 400% nos últimos dois anos no mundo. Estima-se que existam mais de 4 mil desses espaços. O Brasil segue essa tendência. Por aqui, o total já passa de uma centena e há escritórios compartilhados em praticamente todos os estados (Amazonas, Sergipe, Tocantins, Rondônia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Pernambuco, Paraíba, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Goiás, Espírito Santo, Ceará, Bahia, Alagoas, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal).

No Rio de Janeiro, já existem mais de 30 coworking spaces, ambientes alternativos ao home office, que estão modificando a maneira como pequenas empresas, autônomos e freelancers trabalham e se relacionam com parceiros e clientes. A tendência de as empresas terceirizarem serviços e de as pessoas enxergarem no empreendedorismo e no trabalho autônomo opções de carreira são alguns fatores que impulsionam o surgimento de coworking spaces. De acordo com o Coworking Brasil, na última década, mais de 500 mil empresas migraram para um espaço de coworking no mundo.

No Brasil, o momento econômico tem levado à redução de espaços corporativos, mas as empresas não querem ter uma queda no padrão de escritórios. Por outro lado, os edifícios novos e de alto padrão têm lajes grandes e destinam-se a grandes ocupantes. O espaço de coworking é uma forma de manter a qualidade da ocupação sem ter o investimento”, afirma Evie.

Segundo ela, essa movimentação somada ao segmento de seguradoras foi muito importante para o mercado de escritórios no Rio de Janeiro nos primeiros seis meses deste ano. “O segmento de coworking sozinho poderá reduzir a vacância de escritórios de alto padrão”, estima Evie.

Para os usuários – profissionais autônomos e freelancers, que agora têm uma opção interessante ao home office –, os benefícios vêm na forma de custos competitivos e instalações de qualidade, com infraestrutura de telefonia, internet, videoconferência, entre outros atributos. Mas um dos maiores ganhos é a redefinição do modo de trabalhar, permitindo a integração numa comunidade colaborativa. Nos escritórios compartilhados, os usuários têm conexão com profissionais de diversas áreas, ampliam seu networking, abrem possibilidades de negócios, criam sinergias e geram novas ideias.