Novos estoques de galpões de alto padrão revelam o potencial desse segmento no Brasil

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Além da estrutura ampla e completa, imóveis facilitam o contato de empresas com os grandes centros comerciais.

Base de distribuição de produtos de empresas varejistas ou área de instalação de fábricas e unidades industriais, os galpões de alto padrão têm movimentando o setor imobiliário positivamente nos últimos anos. Considerados estratégicos – devido à proximidade com os grandes centros comerciais –, esses imóveis não se destacam apenas por sua completa e ampla estrutura, mas também pela localização, capaz muitas vezes de reduzir o tempo de trajeto e os custos logísticos, além de garantir a segurança da carga. Dados da pesquisa Brasil Industrial – Galpões de alto padrão/ Perspectiva 2017, promovida pela JLL, revelam que esse segmento encontra-se em pleno desenvolvimento no país.

A previsão de novos estoques corresponde a 15,3 milhões de m², entregues até 2017, a uma taxa anual de 16,53%. A expectativa é registrar aproximadamente 30,9 milhões de m² de estoque total.

Durante o primeiro semestre, foram entregues mais 1,2 milhões de m², 31% do previsto para 2013. Neste ritmo, parte das entregas poderá ser adiada”, informa Paulo Casoni, diretor da JLL, ao mencionar que 80% destes novos estoques foram entregues em São Paulo e Rio de Janeiro, seguidos por Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Goiás e Bahia.

Os resultados também indicam que o sudeste se manterá como a região mais representativa, respondendo por quase 74% das novas entregas, principalmente em São Paulo (50%) e no Rio de Janeiro (20%). Enquanto em São Paulo, o principal eixo de expansão é a noroeste da capital, a partir do Rodoanel, as entregas no Rio de Janeiro ocorrem em locais próximos à Rodovia Presidente Dutra e à Avenida Brasil. Cidades do sul e nordeste do país surgem com novos parques logísticos, a exemplo de Suape (PE), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE).

A partir desse cenário, a amostra aponta que 25% do total previsto serão entregues em todo território brasileiro até o final de 2013. São Paulo deverá registrar 7,7 milhões de m², em 2017, o que representa um ritmo de crescimento de 15,8%/ ano. No Rio de Janeiro, serão entregues 3,1 milhões de m² no período, um aumento de 23%/ ano. Paraná e Santa Catarina conquistaram relevância, com 1,6 milhões de m² e 85% de entrega prevista até 2015.

Os preços de locação, por sua vez, se mantiveram estáveis em São Paulo durante o primeiro semestre, com valor mínimo de R$ 14,50 e máximo de R$ 30,00 por m²/ mês. Houve uma queda de 11% no Rio de Janeiro, em relação ao semestre anterior, devido a novas disponibilidades nas regiões fora dos centros tradicionais e com preços médios menores. Já em Pernambuco, os preços apresentaram variação de preços mínimo e máximo de 13%, oscilando entre R$ 15,00 e R$ 17,00 por m²/ mês.