O mercado interno vive um momento de desenvolvimento da área de Gerenciamento Integrado de Facilities. A terceirização deste tipo de serviço no Brasil está mais avançada do que em outros países da América Latina e a possibilidade de crescimento do negócio ainda é grande.

George Amador, Diretor de Gerenciamento Integrado de Facilities da JLL, destaca que as empresas ainda hoje têm dificuldade de pensar a infraestrutura de forma estratégica e integrada e acabam utilizando a terceirização de tarefas individualmente. Amador explica que a economia, neste caso, fica entre 3% e 5%. Na contratação de uma empresa multisserviços, a economia varia entre 4% e 7%. Já o Gerenciamento Integrado de Facilities, que entrega soluções integradas e estratégicas, gera economias que variam de 9% a 14% dos gastos totais da empresa. O potencial do mercado brasileiro está justamente neste último segmento, que ainda não é tão explorado quanto os outros dois modelos de serviços.

O Gerenciamento Integrado de Facilities é a gestão estratégica dos serviços relacionados à infraestrutura predial e à atividade do cliente, seja em um escritório corporativo ou em um parque industrial, com o objetivo de melhorar a performance das instalações. A JLL tem experiência internacional neste mercado e, a partir de 2009, passou a investir em mercados emergentes, especificamente na América Latina.

O diferencial dos serviços da JLL é exatamente a oferta de soluções integradas, focadas na maximização do desempenho e diminuição dos custos operacionais. Entre os setores gerenciados, estão manutenções técnicas de instalações, gerenciamento de ambientes críticos, infraestrutura de telecomunicações, limpeza, segurança, paisagismo, gerenciamento de utilidades e serviços de suporte (expedição, compras, reprografia, recepção, copa, entre outros).

A terceirização não é a simples transferência das rotinas e atividades, mas sim a estreita parceria entre contratado e contratante em busca de novas soluções, que racionalizem, maximizem e otimizem os processos internos dos clientes”

Francisco Abrantes
Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios da área

Dados apresentados no 8º Congresso Infra realizado em abril deste ano em São Paulo, mostram que este mercado está avaliado em R$ 240 bilhões, o equivalente a 7% do PIB brasileiro. A expectativa de crescimento do PIB em 4% para 2011, segundo o Banco Central, contribui para aumentar o otimismo.

Práticas globais em mercados nacionais

Práticas adotadas globalmente e aplicadas no mercado local fazem toda a diferença para grandes empresas, principalmente multinacionais. A terceirização das atividades relacionadas a Facilities, sob a batuta de prestadores de serviços reconhecidos no mercado, traz para as empresas know-how e experiência que somente quem tem este serviço como core business pode oferecer.

“Ao focar exclusivamente em sua atividade, a contratante dá um salto em direção à melhoria dos serviços internos e à redução de custos”, explica Francisco Abrantes.

Entre as práticas adotadas pela JLL, podemos destacar a implantação de tecnologias que oferecem sistemas de gestão de manutenção, controle financeiro e sistema de gestão de utilidades, que compreende água, energia e gás.

A empresa também produz relatórios operacionais que trazem mais informações para os clientes, com indicadores de performance, métricas e análises da empresa e do mercado. Além disso, a JLL possui um centro de excelência atuante em toda a América Latina,que organiza os serviços prestados na região, oferecendo suporte para planejamento e garantindo as melhores práticas de manutenção preventiva, corretiva e preditiva.

Parceria de sucesso

Responsável desde 2006 pelo Gerenciamento Integrado de Facilities da Unilever, uma das maiores empresas de bens de consumo do mundo, a JLL cuida dos seis escritórios da empresa no Brasil.

Sérgio Lima, responsável pela área de Workplace na Unilever para as Américas, destaca as vantagens dessa parceria. “A JLL fornece soluções customizadas para suprir a necessidade do cliente e possui inteligência para entregar o que promete”, explica. Além disso, ele ressalta que trabalhar com uma empresa global como a JLL proporciona uma padronização de processos, relatórios e custos. Com isso, é possível ter equipes mais enxutas e agilidade nas decisões. “A parceria com uma empresa que tem a mesma abrangência de atuação que a Unilever facilita a expansão e replicação do modelo em outros locais”, diz.

Com cada empresa focada em seu core business, os resultados são visíveis. Em 2010, a Unilever reduziu o consumo de energia em 4,5% e o de água em 28,5%. A iluminação foi substituída por lâmpadas LED, há sensores de presença nas escadas para evitar o desperdício de energia e os geradores foram trocados por outros mais eficientes. Sérgio Lima destaca que as metas da empresa na área de sustentabilidade são ambiciosas para os próximos anos e a JLL está alinhada a elas.

Jornalista Responsável: Velma Gregório – MTB 5497