A JLL desenvolveu uma campanha para conscientizar usuários, proprietários e profissionais ligados à gestão de facilities e de projetos de interiores corporativos sobre as medidas que podem ser adotadas para reduzir o consumo de água nos edifícios comerciais que gerencia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Nos edifícios que utilizam ar condicionado com sistema de condensação à água (torre de resfriamento), há uma grande perda pela condensação da água – água em forma de vapor que é liberada para o ambiente externo, além dos respingos que eventualmente podem sair pelas aletas laterais da torre. O uso incorreto do sistema também pode gerar sobrecarga, o que acaba aumentando o consumo de água e de energia. Manter janelas e portas fechadas e persianas abaixadas em ambientes climatizados são algumas rotinas que podem ser facilmente adotadas no dia a dia de trabalho nos prédios comerciais e ajudam a evitar que o chiller atue de forma mais intensa, consumindo mais energia elétrica e água na torre de resfriamento.

Já os profissionais responsáveis pela manutenção e por projetos de interiores corporativos devem ficar atentos ao correto dimensionamento da carga térmica nos andares, respeitando a relação de pessoas por metro quadrado ocupado, a quantidade de aparelhos eletrônicos no ambiente, e utilizando lâmpadas eficientes. Nos edifícios que dispõem de sistemas de gerenciamento predial (BMS) é possível ainda controlar a climatização por zonas num mesmo andar evitando, por exemplo, que o ar condicionado trabalhe climatizando toda a área do escritório enquanto apenas alguns poucos funcionários estão trabalhando numa área restrita.

Operação predial eficiente ajuda a reduzir consumo de água

Independente do sistema de ar condicionado do edifício é possível ainda reduzir o consumo de água por meio de ações operacionais no cotidiano da gestão predial.

No trabalho da JLL de gestão das áreas comuns de prédios comerciais já estão previstas ações que visam o uso racional de água, como a regulagem dos vasos sanitários e torneiras para reduzir o consumo e a verificação constante para evitar vazamentos, a instalação de redutores de vazão nas torneiras, a utilização de lâmpadas de LED – já que a iluminação com este tipo de lâmpada evita o aquecimento excessivo dos ambientes –, o reúso de água e a captação de água da chuva”, explica Evaldo Pisani, gerente técnico da área de Gestão de Propriedades da JLL.

Pisani acrescenta que um dos papéis da JLL como gestora de imóveis comerciais é sempre levar para a análise do proprietário soluções que possam reduzir os custos operacionais e otimizar o desempenho do empreendimento, e água e energia chegam a representar cerca de 20% destes custos.

Crise hídrica: medidas emergenciais

Evaldo Pisani, gerente técnico da JLL

Evaldo Pisani, gerente técnico da JLL

O agravamento da crise hídrica em São Paulo e no Rio levou a JLL a adotar medidas emergenciais que visam eliminar o desperdício de água com atividades que neste momento crítico passam a não ser prioritárias. Algumas rotinas nos edifícios gerenciados pela JLL nas duas cidades foram alteradas, a lavagem de piso dos banheiros, antes diária, passou a ser feita uma vez por semana. A limpeza diária do local agora é feita com produtos de limpeza e vassoura tipo mop. Foram eliminadas as lavagens de fachadas e de áreas de estacionamento e a rega de jardins também foi reduzida para uma vez por semana.

Os novos prédios comerciais que estão chegando ao mercado de São Paulo e do Rio de Janeiro já preveem certificação como edifícios verdes e, portanto, já incorporam desde a sua construção a utilização racional de recursos como premissa na sua operação. Também são equipados com sistemas e tecnologias mais atuais, que consomem menos água e energia. Porém, Pisani ressalta que ainda assim, sempre será necessário um trabalho constante dos gestores prediais para o engajamento e para a conscientização de ocupantes, proprietários e funcionários envolvidos na operação.

Precisamos lembrar sempre que prédios são concebidos para atender pessoas por um longo período de tempo. Portanto, esse trabalho de conscientização do público deve ser continuo durante toda a vida útil do empreendimento”, finaliza.