Guarde, tranque e leve a chave. Esse é o conceito do self storage (ou, em Português, autoarmazenamento), um negócio que vem crescendo no mundo todo e ganhando espaço também aqui no Brasil. A locação de boxes em áreas metropolitanas para armazenar objetos diversos, desde móveis e ferramentas até roupas, é utilizada por pessoas físicas e empresas, como lojistas, que vêm usando os boxes para pequenos estoques de produtos, como um minicentro de distribuição.

O negócio já é popular nos Estados Unidos, onde surgiu ainda na década de 1960. Hoje, o País conta com aproximadamente 58 mil instalações de self storage, quantidade maior que o total de restaurantes do McDonald’s, Burger King e Starbucks somados.

Aqui no Brasil, estão em operação por volta de 140 unidades, a maioria na Região Metropolitana de São Paulo. As possibilidades de utilização dos boxes são inúmeras e o público vem reconhecendo cada vez mais suas vantagens.

O mercado nacional de self storage também está atraindo investidores, atentos às perspectivas desse segmento, que vem crescendo 5% ao ano no País, segundo a Associação Brasileira de Self Storage (ASBRASS).

Com a entrada de investidores institucionais, o segmento passa por um momento de consolidação.

Roberto Santos, Head of Real Estate Development da MetroFit Self Storage.

Roberto Santos, Head of Real Estate Development da MetroFit Self Storage.

O mercado vem recebendo fortes investimentos e está se profissionalizando. Vemos instalações com alto padrão de qualidade, segurança e competitividade. É um segmento que está crescendo na crise e vai crescer ainda mais quando vier a retomada econômica”, diz Roberto Santos, Head of Real Estate Development da MetroFit Self Storage.

O componente imobiliário é fundamental para o sucesso da operação de self storage e, segundo Luciana Arouca, gerente de Projetos e Obras da JLL, nos últimos anos surgiram novos espaços com qualidade técnica muito superior ao estoque mais antigo, e capazes de atender às demandas atuais do mercado.

Parceria que vai longe

Criada em 2013, a MetroFit é uma das principais empresas no mercado de self storage brasileiro. Atualmente, conta com duas unidades, uma na Marginal Tietê, na Zona Oeste da capital, e outra em Santo André, na Grande São Paulo, que foi reconhecida como a melhor operação de self storage do mundo pela Facility of the Year 2015, premiação da publicação norte-americana Mini-Storage Messenger, que acompanha esse mercado no mundo inteiro.

Os planos da MetroFit no Brasil são ambiciosos. Segundo Roberto, a empresa terá nove unidades, em operação e desenvolvimento, em São Paulo até o fim deste ano e estuda o mercado do Rio de Janeiro.

Em breve, entrarão em operação duas novas unidades: uma em Campo Belo, e outra na Mooca, bairros da Zona Sul e Leste da cidade, com 3 mil e 6 mil m² de área construída, respectivamente. Para ajudá-los nesse desafio, contam com a expertise da JLL, que tem assessorado a empresa na busca de imóveis prontos para adaptação ou de terrenos para novas construções, e também será responsável pela gestão dos projetos destas novas unidades, bem como das demais unidades a serem abertas nos próximos anos.

Essa parceria irá agregar bastante valor ao cliente, pois viabilizará a padronização de processos, maior velocidade na abertura de pontos, maior eficiência e desenvolvimento adequado de fornecedores, uma vantagem comercial para quem precisa crescer com rapidez e qualidade, tendo o máximo critério nas decisões imobiliárias.

Em termos de localização, a visibilidade e o alto fluxo de pessoas são essenciais para os endereços de empresas de self storage. Para Márcia Castro, diretora de Transações da JLL, nesse segmento, a preferência dos investidores é pela aquisição de imóveis prontos, que invariavelmente precisam passar por uma reforma para adequação. Por isso, a busca tem de ser ainda mais criteriosa em relação a questões ambientais e de zoneamento. “O cliente faz um alto investimento e não pode errar na compra. Fazemos uma varredura para ter a certeza de que é a melhor opção para ele em todos os aspectos”.

Luciana Arouca explica que, além da escolha da melhor localização e do melhor imóvel, é preciso garantir que seja feita uma forte gestão do programa de projetos,  pois quando se tem um plano de expansão é imprescindível que os prazos, custos e o próprio escopo sejam rigidamente controlados.

É preciso dimensionar o volume de investimento dos projetos com a máxima precisão e ser eficiente para otimizar as despesas de capital”, diz Luciana Arouca.

Por isso, contar com um parceiro como a JLL, que seja responsável pela gestão de todo o processo, permite ao investidor utilizar o capital da melhor maneira. Isso o ajuda a conseguir os melhores resultados e a máxima valorização de seus ativos imobiliários.