É para trabalhos com perfil quase impossível que o time de projetos especiais da JLL costuma ser chamado a gerenciar. Projetos que, se transportados para telas de cinema ou tevê, soam como filmes épicos. E são, de certa forma. Basta ver, por exemplo, a mega construção do Templo de Salomão, uma obra de proporções monumentais que a Igreja Universal do Reino de Deus ergue na capital paulista.

O processo construtivo e a tecnologia empregada são os pontos altos desse empreendimento de características únicas”, diz o executivo José Natali, da área de Gestão de Projetos e Desenvolvimento da JLL, responsável pela gestão do projeto.

Templo de Dimensões Bíblicas

Os números envolvidos no Templo de Salomão são, todos eles, superlativos. Com cerca de 75,4 mil metros de área construída, terá dois estacionamentos subterrâneos dotados de 1,1 mil vagas, 37 escolas bíblicas com capacidade de acomodar 1,3 mil crianças e, na área do Templo em si, espaço para quase 11 mil fieis sentados. Isso não é tudo. A obra inclui ainda um auditório para 522 pessoas e um edifício complementar, chamado Memorial, no qual visitantes poderão conhecer a história de antigos Templos e interagir com informações usando alta tecnologia.

Com mais de 75 mil metros quadrados de área edificada e uma nave com capacidade de abrigar cerca de 11 mil pessoas sentadas, a construção e tudo o que nela está envolvido representam um desafio magistral: recriar o Templo de Salomão, que segundo o Antigo Testamento foi originalmente arquitetado no século 10 A.C. nas proximidades de Jerusalém, seguindo a atmosfera da época, mas incorporando tecnologia construtiva de ponta – incluindo soluções de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais e certificação LEED NC Gold, de sustentabilidade ambiental, pela primeira vez aplicada a uma construção religiosa de grande porte.

Segundo Natali, a JLL criou um grupo de trabalho com representantes das áreas de Arquitetura, Planejamento, Instalações, Construção e Sustentabilidade para assegurar, junto ao cliente, um fluxo contínuo de informações sobre o andamento da obra. A equipe também trabalhou na validação da proposta do empreiteiro global e mantém, desde o início, reuniões semanais para identificar caminhos críticos e evitar riscos.

Para alguns dos projetos especiais geridos pela JLL, nem o céu é o limite. Ao menos simbolicamente, é o que ocorre na construção da CAE, líder mundial no fornecimento de tecnologias de simulação e modelagem de aviação civil, que prepara um novo centro de treinamento para pilotos, lotado de alta tecnologia, no entorno do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Daniel Bortone, que gerencia este projeto de 5,9 mil metros quadrados, com 16 salas de aula e seis simuladores, explica que um dos pontos mais críticos é o timing das obras.

Quando a obra ficar pronta, o prédio abrigará o que existe de mais moderno em tecnologia para treinamento de pilotos, respaldado pela excelência em serviços da CAE. O projeto contempla ainda a construção de um prédio, que abrigará a área administrativa, e ao fundo uma grande baia onde serão instalados simuladores de voo.

Nossa função é controlar não só a qualidade, mas principalmente o cronograma da obra. O prédio deve estar pronto e com ao menos dois simuladores operacionais em setembro deste ano”, diz Bortone. “Mas o detalhe é que a baia para os simuladores precisa ficar operacional antes, já na primeira semana de julho, quando o primeiro equipamento chega do Canadá.”