Novas perspectivas para o setor de shoppings

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Mesmo diante de uma economia que dá sinais de desaquecimento e em meio a um cenário que combina inflação e juros em alta, as vendas do comércio varejista em shopping centers têm conseguido manter bom desempenho.

De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), os negócios tiveram alta de 5% entre janeiro e maio. Considerado isoladamente, maio registrou crescimento de vendas ainda mais expressivo – aumento de 7,66% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Com os consumidores indo às compras e a maior parte dos centros comerciais consolidados apresentando taxas de vacância baixas, as perspectivas permanecem positivas para os preços dos aluguéis.

Ao longo dos últimos cinco anos, o valor de locação das lojas cresceu de forma sustentada. Chegou, em algumas capitais do país, até a dobrar. O movimento inflacionou também o custo dos terrenos.

A JLL aponta que como o varejo cresce acima da inflação e as vendas em shoppings apontam boa performance, o segmento é bastante atraente ainda. Quando a economia reagir e voltar a crescer de forma consistente, o quadro tende a melhorar.

Entretanto, quando falamos de centros comerciais situados em cidades de menor porte, muitos desses novos empreendimentos estão tendo dificuldades para tê-los 100% locados na data de inauguração.”

Há, ainda, cidades menores nas quais foram construídos shoppings muito próximos uns dos outros e não há demanda para todos. Com isso, a condição comercial também fica menos favorável aos proprietários dos empreendimentos.

Nos casos mais extremos, observa o especialista, alguns desses centros comerciais chegam, inclusive, a adiar o prazo de inauguração.

Um outro obstáculo do momento atual tem sido a diminuição de operadores/ franqueados de lojas-satélite.

Enquanto as administradoras se profissionalizaram, muitas até abriram capital e buscaram recursos na Bolsa, a maior parte dos lojistas não acompanhou esse movimento, o que faz com que sua falta represente um gargalo relevante para os novos shoppings de cidades menores.”