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O setor imobiliário tornou-se uma alavanca estratégica para a transformação, que possibilitará às empresas prepararem-se para executar agendas mais amplas e para conduzir seus negócios diante de profundas e complexas transformações.

As inovações tecnológicas estão redefinindo o local e a maneira de trabalhar. O trabalho em transformação tem sido um assunto frequente para as empresas, já que o relacionamento com seus funcionários, clientes, parceiros e fornecedores também está sendo repensado. É preciso, então, buscar formas de compreender, se antecipar e se planejar para lidar com essas complexas e profundas mudanças.

Uma vez que o modo e a forma de trabalhar estão se transformando, há um impacto direto na próxima geração de imóveis corporativos e no conceito e na função dos escritórios.

Novos tipos de espaços de trabalho, como os coworking, que privilegiam o compartilhamento, a interação e a experiência do usuário, estão surgindo e já vem sendo adotados por empresas em todo o mundo.

Isso nos leva à conclusão de que neste novo mundo do trabalho, que já está se tornando realidade, o local de trabalho não é mais somente um imóvel e não basta que as empresas forneçam um espaço para a realização do trabalho.

Neste cenário em mutação, o escritório ganha um papel estratégico e fundamental de promover o engajamento, o empoderamento e a realização pessoal. O escritório, torna-se, agora, o local para alcançar ambições, contribuir, compartilhar, realizar-se e ser feliz. E, sob essa perspectiva, ganha um novo status, o de facilitador para aprimorar a experiência humana.

Na nossa visão, a experiência humana é a impressão que as organizações deixam nas pessoas, que vai além do ambiente físico e resulta em engajamento profissional e senso de realização. Como a experiência do consumidor, a experiência do funcionário está relacionada ao modo como as pessoas interagem com o seu ambiente – físico, virtual e até espiritual -, e também com os seus pares.

Em um levantamento recente realizado pela JLL, que ouviu 7.364 funcionários de 40 empresas clientes, de 12 países, a maioria dos respondentes concorda que as pessoas buscam felicidade no ambiente de trabalho (69%). E um dado chamou nossa atenção: 87% concordam que as empresas poderiam ter uma diretoria específica, dedicada a cuidar da felicidade, do bem-estar e da experiência no local de trabalho.

Fica claro, portanto, que está em ação uma profunda mudança no panorama do setor imobiliário. Se no passado, o foco era a aquisição e o gerenciamento de imóveis, agora, com o trabalho ganhando novas significações, o setor imobiliário tornou-se uma alavanca estratégica para a transformação, que possibilitará às empresas prepararem-se para executar agendas mais amplas e para conduzir seus negócios diante de profundas e complexas transformações.

Para saber mais sobre a visão da JLL sobre o Futuro do Trabalho, leia a pesquisa completa online.

Fátima Bottameli é diretora de Corporate Solutions da JLL