Os novos rumos do mercado imobiliário no Rio de Janeiro

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Após um período de boom, o momento atual do segmento de imóveis comerciais no estado é de ajustes, segundo a JLL.

 

A notícia de que o Rio de Janeiro passa por um profundo processo de transformação não é recente. Desde o anúncio da descoberta da camada do pré-sal e da escolha da cidade como sede dos eventos esportivos em 2016, o estado vem mudando sua realidade. Prova disso, são os R$ 894 bilhões em investimentos, mencionados pelo BNDES entre 2013 e 2016. Petróleo e gás, energia elétrica, telecomunicações, ferrovias, rodovias, saneamento, portos e aeroportos destacam-se entre os setores da infraestrutura mais beneficiados.

Esse é apenas um dos cenários que contribuiu para que o setor imobiliário fosse diretamente beneficiado nos últimos anos. O lançamento de vários imóveis residenciais e comerciais ajudou a traçar esse panorama. No entanto, uma dúvida surge a partir de agora: O que esperar para os próximos anos?  Essa foi uma questão recentemente levantada pela JLL durante o Painel Imobiliário promovido em parceria a Rio Negócios, agência de promoção de investimentos do Rio de Janeiro. Depois da euforia ocasionada pelos eventos mencionados e por outras situações oportunas, a resposta é praticamente unânime: o momento agora é de ajustes e as perspectivas são promissoras. Segundo Marcelo Haddad, presidente da Rio Negócios, o mercado imobiliário carioca é um dos reflexos do desenvolvimento da infraestrutura, dos investimentos do setor de óleo e gás, do crescimento de empresas com atuação local e da chegada de novas companhias.

Em 2013, a capital carioca recebeu 175 mil m2 de escritórios de alto padrão. A previsão é de mais 527 mil m2 até 2015”, afirma.

Retrato carioca

Dados sobre o mercado imobiliário da cidade do Rio de Janeiro, compilados pela JLL, revelam que a capital do estado detém:

Segundo maior mercado do país

4 principais regiões – Centro, Barra, Orla e Zona Sul

Estoque total de aproximadamente 5,5 milhões de m²

Novo estoque entregue no tri: 20,9 mil m²

Novo estoque entregue no ano: 156 mil m²30% de escritórios de alto padrão (AA e A)

Taxa de vacância atual: 14,6%

Taxa de vacância ajustada: 14%

Média preços pedidos de locação: R$128,62/m²/mês

– 2,26% último tri

– 3,17%  mesmo tri ano anterior

Absorção líquida no 4º trimestre/2013: 73 mil m²

Além dos imóveis para escritórios, é interessante ressaltar que o cenário carioca também tem movimentado de forma significativa o segmento hoteleiro. Dados da Rio Negócios indicam que US$ 2 bilhões serão investidos até 2016, correspondentes a 75 novos hotéis, 10 expansões e cinco retrofits. Isso significa mais 50 mil novos quartos e 110 mil camas.