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Desde o surgimento dos primeiros edifícios com certificação verde, há cerca de 20 anos no Reino Unido e na América do Norte, os escritórios evoluíram muito, a ponto de disseminar o conceito de “prédio verde” praticamente no mundo todo.
A soma de inovação tecnológica com ações certeiras colocadas em prática, juntamente com ferramentas sofisticadas de gestão predial e a evolução técnica do gerenciamento de Facilities, resultou no aumento da qualidade dos empreendimentos e no bem-estar de seus ocupantes.
No entanto, um elemento-chave para a operação contínua de um edifício sustentável é, muitas vezes, colocado em segundo plano: os ocupantes. Seu papel é fundamental para o sucesso dessas ações, mesmo que os escritórios não tenham sido previamente concebidos dentro dos padrões da certificação verde.
As empresas desejam envolver seus profissionais por inúmeras razões, tendo em comum o objetivo de melhorar a produtividade. Hoje, crescem as organizações dedicadas a alinhar as estratégias da força de trabalho com as metas de sua responsabilidade corporativa.
O envolvimento dos funcionários é geralmente monitorado e medido a partir da perspectiva do gerenciamento de recursos humanos, visando atrair e reter funcionários qualificados, inovadores e produtivos. Com os edifícios verdes e os imperativos da sustentabilidade ambiental, as empresas estão, atualmente, preocupadas em ampliar esse envolvimento.
Por isso, os gestores de propriedades e de facilities e os líderes de recursos humanos trabalham cada vez mais em parceria, com planos de construir programas de engajamento em sustentabilidade que gerem senso de responsabilidade a toda cadeia de colaboradores envolvida nos trabalhos de gerenciamento do imóvel. Nesse caso, o papel do gestor de propriedades, como difusor de conhecimento para conscientizar e ampliar o impacto das ações e das práticas sustentáveis adotadas no cotidiano dos empreendimentos é essencial.
Como acontece em outras iniciativas corporativas, existe uma diferença significativa entre os bem-intencionados esforços individuais e um programa de engajamento estratégico, holisticamente concebido. Somente um processo de envolvimento de toda a empresa pode mobilizar centenas de pessoas, em diversas localidades e linhas de negócio.

Fábio Martins  é diretor de Gerenciamento de Propriedades da JLL.