Pesquisa da JLL mostra grande movimentação no mercado de escritórios de alto padrão no RJ e em SP

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JLL divulga os resultados da pesquisa First Look Escritórios de Alto Padrão do 2° trimestre.

O mercado de escritórios de alto padrão continua com grande movimentação. A pesquisa First Look Escritórios 2T 2017, feita pela JLL, apurou que em São Paulo, de abril a junho, foram ocupados 66 mil m2, e a previsão é que mais 200 mil m2 devem ser absorvidos nos próximos trimestres, metade desse volume na região da Berrini e Chucri Zaidan, atualmente as zonas mais procuradas da cidade.

No Rio de Janeiro, o desempenho também é positivo, com 30 mil m2 de absorção bruta no segundo trimestre. A maior ocupação ocorreu na Barra da Tijuca, com 4,7 mil m2 sendo absorvidos por uma única empresa. O segmento de coworking representou uma fatia expressiva desse total, com 8 mil m2.

Para o Rio de Janeiro, onde a demanda é menor que a de São Paulo, essa movimentação de 30 mil m2 em um trimestre é bastante expressiva. O mais importante a ressaltar é que o mercado não se retraiu e ainda tivemos uma absorção líquida de 5 mil m2, principalmente na Orla e no Centro. A devolução foi muito menor em relação ao trimestre anterior”, diz Thais Martins, da área de Transações da JLL no Rio de Janeiro.

Ambos os mercados registraram também grande volume de entregas no segundo trimestre de 2017. Em São Paulo, o estoque de prédios de alto padrão cresceu 32 mil m2, resultando em um total de 97 mil m2 entregues em 2017. Já no Rio, o volume incorporado foi recorde para um trimestre: 113 mil m2. E até 2018 são esperados mais 410 mil m2 em São Paulo e mais 100 mil m2 no Rio.

O mercado tem muita oferta, e estão previstas novas entregas. Isso naturalmente gera muitas oportunidades para as empresas mudarem para espaços de melhor qualidade a custos menores e condições comerciais muito atrativas. Os números de ocupação mostram que os locatários estão aproveitando o momento favorável”, afirma Fábio Magina, da área de Transações da JLL em São Paulo.

Em São Paulo, não é esperada queda acentuada de preços em prédios de alto padrão. Ainda é possível haver alguma retração em regiões secundárias e alternativas, mas não em áreas nobres e de maior procura. Em razão do menor estoque e maior demanda, nas áreas nobres, como na região da Faria Lima, a vacância está em 20%, índice menor que a média da cidade, que está em 25,3%.

Além de uma clara tendência de flight to quality/price, as movimentações, segundo Magina, também incluem redução de áreas ocupadas por algumas empresas e readequações nas estratégias de space planning. Outro reflexo dessas movimentações recai sobre os proprietários de prédios antigos ou de padrão inferior. “Eles estão perdendo ocupantes e agora enfrentam o desafio de se reinventar por meio de retrofit ou readequação de preços”, observa Magina. Segundo Thais, para reter os ocupantes, os proprietários continuam bastante flexíveis nas negociações comerciais.

Para acessar as pesquisas, clique aqui:

First Look São Paulo

First Look Rio de Janeiro