Plano de privatização do sistema portuário gera oportunidades

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Atualmente, o maior problema dos processos de privatização é a sua complexidade e burocracia.

O Brasil hoje ocupa a 135ª posição em infraestrutura de portos no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial de 2012, realizado em 144 países, obtendo cinco posições abaixo da registrada no ano anterior. Um resultado negativo sob o ponto de vista de quem depende dos serviços portuários para gerar lucratividade aos seus negócios. Para investidores nacionais e estrangeiros, no entanto, essa realidade pode ser considerada desafiadora e oportuna. Os motivos?

Na tentativa de reverter esse quadro, o governo federal recentemente divulgou um pacote de medidas que viabilizam os investimentos em portos pela iniciativa privada. Dinamizar diferentes áreas, tornando-as mais competitivas, é o principal objetivo do projeto, que pretende atrair R$ 54,2 bilhões até 2017, total distribuído em todas as regiões do país.”

Atualmente, o maior problema dos processos de privatização é a sua complexidade e burocracia, principalmente para os estrangeiros. Nesse caso, o trabalho de uma consultoria passa a ser uma porta de entrada, uma alternativa viável para que o investidor tenha melhores condições de conhecer todos os trâmites dessa operação. Além disso, o espaço portuário não se restringe apenas ao local de linha d’água, próximo ao mar. Existe uma ampla área retroportuária, que também faz parte do processo de privatização.

Custos operacionais

Os gargalos no sistema portuário brasileiro também resultam em um aumento significativo no valor das operações, segundo dados divulgados pela Receita Federal:

Comércio Exterior do Brasil:
2002: R$ 315 bilhões
2010: R$ 675 bilhões

Custo para transporte da soja (da lavoura ao embarque):
2003: US$ 15,00 (nos Estados Unidos) e US$ 28,00 (no Brasil) – diferença de 53%
2011: US$ 23,00 (nos Estados Unidos) e US$ 85,00 (no Brasil) – diferença de 204%

Essa área envolve todo o parque logístico, com destaque para o pátio de conteiners, capaz de gerar bons negócios entre investidores e operadores portuários.

A iniciativa do governo federal é positiva, pois busca recuperar um problema identificado há muitos anos. E a JLL tem a oportunidade de transmitir todo seu conhecimento nesse mercado, oferecendo aos clientes um olhar mais promissor.”

A aquisição de know-how, nesse caso, é obtida em visitas realizadas por profissionais da empresa a grandes estruturas portuárias, como as da China e Singapura. Uma equipe da JLL esteve nesses países recentemente e teve uma dimensão da grandiosidade e qualidade de suas operações. Esses contatos também dão uma ideia do nível de interesse desses empreendedores pelo Brasil.