Redes de varejo reinventam suas lojas para o novo consumidor

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Book de padrões é importante para garantir a qualidade e otimizar investimentos.

As novas tecnologias e as mudanças no comportamento do consumidor, que hoje só vai às compras pessoalmente se quiser, estão induzindo a novos modelos de atuação no varejo. Conversamos com Adriana Cruz, da equipe de Gerenciamento de Projetos da JLL, para saber mais sobre as transformações que vêm ocorrendo no varejo brasileiro e como é possível contribuir para desenvolver pontos de venda eficientes e que satisfaçam às novas demandas do consumidor atual.

Adriana Cruz - Gerente de Projetos da JLL

Adriana Cruz – Gerente de Projetos da JLL

Panorama – Por que as redes de lojas estão mudando seus formatos?

Adriana Cruz – Hoje, o consumidor não precisa necessariamente sair de casa para fazer suas compras nem ir ao banco para fazer suas transações. Ele pode fazer tudo ou quase tudo à distância, comprando ou pagando contas pelo computador ou smartphone. Para atrair a visita de um consumidor, a loja precisa oferecer algum diferencial, como atendimento de vendedores preparados, e ter recursos e processos eficientes que evitem filas para pagamento e retirada da mercadoria.

Como as novas tecnologias podem tornar as lojas atraentes para o consumidor?

Adriana Cruz – As empresas têm ofertado mais facilidades de atendimento nos pontos de venda, como áreas de autoatendimento, onde o cliente pode usar um tablet ou outro dispositivo para resolver questões que não precisam de atendimento pessoal, como pagar uma conta em atraso, consultar o estoque de um produto ou até mesmo pedir sua refeição, como na loja-conceito do Mc Donald’s inaugurada em São Paulo.

Quais as principais diferenças das lojas modernas em relação às convencionais?

Adriana Cruz – O foco é oferecer a melhor experiência para o cliente, permitir que tenha sua necessidade atendida rapidamente sem filas. A automação ajuda nesse sentido. As redes estão testando novos modelos e, às vezes, criam lojas-conceito antes de expandir o modelo para todas as unidades.

Como a equipe de Gerenciamento de Projetos da JLL pode ajudar no desenvolvimento de lojas para o consumidor de hoje?

Adriana Cruz – Se o cliente ainda não tem um book de padrões, podemos ajudar nessa construção, auxiliando na escolha não só de acabamentos e móveis, mas também na definição da infraestrutura tecnológica ideal para suportar uma boa experiência para o consumidor. Um exemplo prático disso é um cliente do setor de self-storage que estamos atendendo no momento. Como a rede está em expansão agora, embora tenha um memorial descritivo, estamos tendo a oportunidade de contribuir para melhorar o padrão das unidades.

Qual a importância do book de padrões?

Adriana Cruz – O book de padrões é importante para a consolidação e identidade da marca junto ao público. Além disso, é fundamental para a contratação de serviços e compra de produtos, materiais, acabamentos, móveis e equipamentos em larga escala, pois contribui para a qualidade, cumprimento de prazos e de orçamento.