Retenção de Talentos

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A Lei de Cotas para contratação de pessoas com deficiência é um tema que ainda gera muitos debates no Brasil, estimulando a criação de estratégias, como a Rede Empresarial de Inclusão Social. Por meio da troca de informações entre empresas, a iniciativa tem proporcionado práticas inovadoras, a exemplo da JLL, que promove ações para o desenvolvimento de suas carreiras.

A Rede Empresarial de Inclusão Social foi criada em maio de 2012, a partir da realização do 26° Fórum de Empregabilidade de Pessoas com Deficiência, promovido pela Serasa Experian. O objetivo deste fórum foi reunir empregadores interessados em criar uma rede nacional para debater a realidade da inclusão profissional de pessoas com deficiência no Brasil.

A partir do compartilhamento de conhecimentos, as empresas que hoje integram essa iniciativa conseguem identificar – por meio de reuniões mensais – a implantação de boas práticas, realizar contatos, parcerias e projetos. Além disso, a Rede tem como objetivo desenvolver produtos e serviços que promovam a qualificação profissional e facilite a contratação e retenção de talentos.

O Ministério do Trabalho tem atuado fortemente para que as empresas cumpram a chamada Lei de Cotas (Lei n° 8.213 de 24/07/1991). E, embora a esta lei tenha sido fundamental para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, muitas são as dificuldades encontradas pelos empregadores. Isso porque, antes de ser instituída a obrigatoriedade de contratações de pessoas com deficiência, poucas eram as empresas que contratavam. Além disso, a maioria desta população não teve acesso à educação ou qualificação profissional. A principal proposta da Rede é, portanto, avaliar as alternativas mais viáveis, tanto para o empregado quanto para o empregador, e sempre que possível atuar em parceria com o Ministério do Trabalho”, explica Thays Toyofuku, psicóloga e coordenadora administrativa da JLL, integrante da Rede Empresarial de Inclusão Social.

Contribuir para o desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência, aliás, sempre foi uma das preocupações da JLL, prática aprimorada, de acordo com Thays, com a participação da companhia na rede. “Os debates sobre a importância da inclusão e de como fomentá-la no Brasil, promovidos pela Rede Empresarial de Inclusão Social, têm contribuído para o desenvolvimento de novas estratégias internas”, completa.

O primeiro passo, conta Fábia Colon, diretora de Recursos Humanos da JLL, foi avaliar o potencial de cada profissional, identificando o departamento da empresa mais alinhado ao seu perfil. “A área de Serviços Administrativos, por exemplo, surgiu de microatividades que eram realizadas pela área de Suprimentos, auxiliando o desenvolvimento profissional das pessoas com deficiência na empresa. O job rotation também é outra iniciativa eficiente que estamos implementando, pois a partir dessa ação avaliamos qual é a área mais indicada para cada profissional”, acrescenta.

Treinamentos, programas de gestão e avaliação de desempenho também são ações promovidas pela JLL, que hoje conta com a atuação de 18 pessoas com deficiência na empresa. O resultado, segundo Fábia, não poderia ser mais satisfatório.

Percebemos o nível de motivação de nossos profissionais a partir da qualidade e do comprometimento de cada um para a conquista dos objetivos da empresa”, conclui.

Potencial de mercado

Os dados mais recentes sobre a geração de empregos de pessoas com deficiência no Brasil são de 2011. Eles foram divulgados, em setembro de 2012, na pesquisa Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), indicando que 19.278 vagas foram ocupadas no período, um aumento de 6,3% em comparação a 2010.