Shoppings: desaceleração do ritmo de abertura reforça expansões

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O segmento de shopping centers acaba de entrar numa nova fase no Brasil.

O segmento de shopping centers acaba de entrar numa nova fase no Brasil. Ao contrário dos últimos anos, quando estava em pleno ciclo de lançamentos, agora, com a economia em baixa, o setor passa por ajustes e vê desacelerar o ritmo de abertura de novas unidades.

A aposta da vez é a expansão dos centros comerciais já existentes. Em especial aqueles considerados maduros, que contam com clientela consolidada, forte movimento e bons níveis de ocupação e rentabilidade.

Segundo a Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), 66% dos estabelecimentos em operação estão ou pretendem começar algum tipo de expansão ao longo dos próximos meses.

As aberturas de novos centros, por sua vez, devem somar 35 no próximo ano e menos da metade desse volume – 16 – , em 2016, projeta a entidade.

Como o crescimento vistoso registrado pelo setor recentemente não deve se repetir, nesse momento os operadores de shopping sentem-se mais seguros com expansões do que com lançamentos”,observa Roberto Patiño, diretor de Transações da JLL. “Isso porque um shopping que está operando já conta com lojas âncoras e inquilinos geradores de caixa enquanto um novo ainda precisa buscar ocupantes, o que representa maiores riscos”, pondera.

De acordo com o executivo, a vacância média de centros comerciais novos oscila entre 30% e 40%.

Futuro

Se não são altamente promissoras, as perspectivas para o desempenho do segmento num futuro próximo também estão longe de ser desanimadoras.

A economia não vive um bom momento e 2015 deve apresentar desafios de crescimento. Com a reeleição da presidente, questões como a pressão inflacionária e desequilíbrio da balança comercial não devem ser atacadas com muito vigor. No entanto, se os níveis de emprego não forem muito afetados, é de esperar recuperação e crescimento moderado do consumo, que será importante para o varejo e o setor de shopping centers”, finaliza o especialista.

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Perspectivas para o setor de shoppings

Foto: Divulgação JLL