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Estimativas da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA) indicam que a demanda de energia vai aumentar em 53% até 2035. Brasil, China e Índia terão participação expressiva nesse aumento.

Estimativas da Administração de Informação Energética dos Estados Unidos (EIA) indicam que a demanda de energia vai aumentar em 53% até 2035. Brasil, China e Índia terão participação expressiva nesse aumento.
Contudo, esse vertiginoso crescimento esbarra na escassez de recursos, tornando a questão da eficiência energética cada vez mais importante para proporcionar um desenvolvimento sustentável a esses países emergentes.

A indústria começa a vislumbrar um novo cenário em relação ao consumo de energia. Em abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou regras que reduzem as barreiras para a implantação de geração distribuída de pequeno porte (geração de energia elétrica próxima ao local de consumo ou na própria instalação consumidora). A norma cria o Sistema de Compensação de Energia, que permite ao consumidor e à indústria instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local. A regra é válida somente para geradores que utilizem fontes incentivadas de energia – hídrica, eólica, solar, biomassa e cogeração qualificada.

Com esse sistema, uma fábrica, por exemplo, instalará uma unidade geradora que produzirá energia e o que não for utilizado será injetado no sistema da distribuidora, que utilizará o crédito para abater o consumo dos meses subsequentes. Os créditos poderão ser utilizados em um prazo de 36 meses e as informações são repassadas através das faturas à fábrica, para que ela tenha controle sobre o saldo de energia. Uma fábrica que tenha filiais e optar por participar do Sistema de Compensação de Energia também poderá utilizar o excedente produzido em uma de suas instalações para reduzir a fatura de uma outra unidade.

Uma das vantagens do sistema em relação à geração centralizada tradicional é a economia dos investimentos em transmissão, redução das perdas nas redes e melhoria da qualidade do serviço de energia elétrica.

Além das novas regras do Sistema de Compensação de Energia, a Aneel também aprovou incentivos para os investimentos em energia solar através de descontos nas tarifas -Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) – para grandes plantas de energia solar (até 30 MW). Os projetos que entrarem em operação até 31 de dezembro de 2017 receberão desconto de 80% durante os 10 primeiros anos de operação, posteriormente o incentivo será reduzido para 50%. Uma boa notícia para o Brasil e para o planeta.

Mas como fazer para participar do Sistema de Compensação de Energia e garantir o sucesso da operação? A tarefa não é simples para uma empresa, por exemplo, cujo foco de seus negócios não lhe permite tomar essa decisão. Assim, a JLL pode atuar no gerenciamento e controle da operação, realizando atividades, supervisão e relatórios de otimização da energia consumida e da excedente. Além de oferecer melhores condições para o desenvolvimento sustentável de seu cliente, a JLL participa de uma ação eficiente para a redução do consumo de energia no planeta.