Smart Building é a nova tendência para o gerenciamento de edifícios

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Desde 2011, tecnologia é implantada pela JLL nas unidades mundiais da Procter & Gamble.

 

 Líder mundial na fabricação de bens consumo, a Procter & Gamble (P&G) sabe bem que para alcançar sucesso no mercado não basta investir somente em produtos inovadores e de qualidade. Por trás de toda produção bem-sucedida é preciso manter um estrutura sólida e moderna, capaz de oferecer as ferramentas necessárias para desenvolver suas estratégias de negócios com excelência.

Por esse motivo, a P&G sempre acompanha as tendências do setor imobiliário, contando com o apoio da JLL, para estar um passo à frente de seus concorrentes. Um dos resultados mais inovadores dessa parceria foi a implantação, em 2011, da tecnologia IntelliCommand em quatro unidades mundiais da companhia.

O sistema introduzido pela JLL está alinhado a uma das mais novas tendências em gestão de edifícios: o Smart Building. Segundo o Smart Buildings Institute, dos Estados Unidos, o conceito visa melhorar o desempenho dos edifícios, facilitando as operações durante o seu ciclo de vida. O principal objetivo é reduzir custos de longo prazo, beneficiando os proprietários, ocupantes e também o meio ambiente, por meio de sistemas integrados.

Isso melhora o desempenho operacional, aumenta o conforto e a satisfação dos ocupantes, além de fornecer ao proprietário sistemas, tecnologias e ferramentas para gerenciar e minimizar o consumo de energia”, afirma a instituição em seu site, ao destacar que adotar o Smart Building em um edifício representa: fornecer informações práticas sobre o desempenho dos sistemas de construção e instalações; monitorar e detectar proativamente erros ou deficiências nos sistemas de construção; integrar os sistemas para geração de relatórios em tempo real e utilização em operações e gestão de energia; bem como incorporar ferramentas, tecnologias, recursos e práticas que contribuem para a conservação de energia e sustentabilidade.

Eficácia comprovada

Mesmo diante da eficiência comprovada em economia de energia, na facilidade do gerenciamento de instalações e na sinalização de possíveis falhas em equipamentos caros, o Smart Building ainda soa como custoso para proprietários e investidores de imóveis. Para auxiliar a decisão, a JLL destaca os 10 principais mitos da construção inteligente no formato de pergunta e resposta

Abaixo, conheça alguns deles:

Tecnologias de construções inteligentes são caras?

Os investimentos em tecnologia de construção inteligente se pagam dentro de um ou dois anos, oferecendo economia de energia e outras eficiências operacionais. Alguns programas têm gerado um retorno positivo sobre o investimento em poucos meses de operação.

Edifícios inteligentes e edifícios verdes são a mesma coisa?

Edifícios inteligentes maximizam a eficiência energética de sistemas construtivos, garantindo a qualidade do ar, enquanto um programa de sustentabilidade inclui estratégias que vão além dos sistemas de automação de edifícios. As soluções inteligentes e verdes podem se complementar, mas não são conceitos idênticos.

Soluções inteligentes só podem ser implantadas em edifícios novos?

Alguns dos edifícios mais inteligentes do mundo não são totalmente novos e apresentaram retorno sobre o investimento em Smart Building. O Empire State Building, por exemplo, superou a economia de energia prevista para o segundo ano consecutivo após um extenso processo de retrofit iniciado em 2009.

Sistemas inteligentes tornam um prédio mais atraente para os usuários?

Tudo o que melhora a eficiência de energia, reduz o custo de ocupação e otimiza a produtividade é valioso para os usuários, como inúmeros estudos e pesquisas comprovam. Com o Smart Building não é diferente.

Edifícios inteligentes são complicados de operar?

Um edifício inteligente é muitas vezes mais simples de operar e manter do que um prédio que carece de sistemas automatizados. Um sistema de gestão do edifício inteligente pode integrar os aplicativos de gerenciamento de ordem de trabalho; extrair dados de reparação e manutenção de equipamentos para análise de desempenho e identificar problemas de equipamentos a um grau que humanamente não é possível de se fazer.

Em resumo, trata-se de um conceito de otimização de processos e de avaliação de toda a estrutura de um prédio. O conceito está hoje em fase de desmistificação e conscientização de seus benefícios. A P&G, por exemplo, está realizando essa implantação de forma estratégica. Edifícios ocupados pela empresa nos Estados Unidos já contam com a solução, enquanto na América Latina a primeira decisão foi adotá-lo na unidade da Costa Rica”, explica Frederico Vasconcellos, diretor da área de Gerenciamento de Facilities da JLL, ao mencionar que o Smart Building ainda pouco disseminado na realidade brasileira.

É interessante ressaltar que não é somente a P&G que tem notado as vantagens do Smart Building. Dados do IDC Insights Energia indicam que empresas no mundo todo destinaram 5,5 bilhões dólares, em 2012, para aumentar a eficiência de seus edifícios. Um valor que deve corresponder a 18,1 bilhões dólares em 2017 – uma taxa de crescimento de 27,1% ao ano. Com base nesse potencial, fica a pergunta: O que torna de fato um edifício inteligente?

Indo além das definições do Smart Buildings Institute, Vasconcellos diz que para ser considerado um edifício inteligente, a JLL considera que a solução deva ser capaz de detectar ineficiências, diagnosticar possíveis causas, fazer ajustes automáticos, alertar a equipe de gerenciamento para questões que possam ser automaticamente corrigidas, e sugerir possíveis ferramentas e peças que auxiliem os membros da equipe a fazer o reparo rapidamente.

Para isso é preciso ter em mente que um edifício se expressa por ele mesmo e é preciso estar atento à forma como ele transmite suas mensagens. É necessário ter informações sobre seu histórico, entender suas demandas, tomar as melhores decisões de investimentos, otimizar a manutenção e o operacional”, diz o executivo, ressaltando que o Smart Building pode (e deve) ser implantado em estruturas já existentes, ao contrário do que a maioria pensa.

A solução inteligente também pode ser adaptada a uma instalação interna existente, conectando os sistemas de automação predial (BAS) que controlam os sistemas de iluminação, aquecimento, ventilação e ar-condicionado (AVAC) e até, em alguns casos, de água e segurança. Esse foi o caso da P&G. Nos quatro edifícios em que o sistema IntelliCommand, tecnologia de Smart Building usada pela JLL e desenvolvida pela Pacific Controls Tecnologia, o resultado foi uma economia média combinada de 10%, em apenas 11 meses, com um retorno total de três meses sobre o investimento. “Além de reduzir os custos de energia, as análises de dados também otimizam o gerenciamento de manutenção. Uma plataforma de edifício inteligente pode analisar curvas de desempenho para equipamentos de grande porte e programar a manutenção preventiva, diminuindo os desperdícios. Isto previne danos ao equipamento e reduz a necessidade de reparações dispendiosas”, esclarece Vasconcellos.