Sua empresa está preparada para atender à Lei Brasileira de Inclusão?

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JLL auxilia clientes no atendimento das exigências de acessibilidade

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Depois de 12 anos em tramitação no Congresso, foi sancionada em 6 de julho a Lei Brasileira da Inclusão (LBI), que entrará em vigor no dia 2 de janeiro de 2016. Também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência, a lei é considerada uma das mais abrangentes e avançadas do mundo na afirmação dos direitos das pessoas com deficiência ao eliminar barreiras de acessibilidade em transportes, moradia, serviços, educação, esportes e cidadania.

No Brasil, já existem diversas iniciativas públicas e privadas que buscam oferecer as condições necessárias para que Pessoas com Deficiência (PcDs) possam exercer sua cidadania, mas ainda há um longo caminho a ser trilhado. Na JLL, esse tema vem sendo tratado com maior ênfase desde 2012. Como prestadora de serviços de Gerenciamento de Propriedade e de Gestão de Projetos e Desenvolvimento, a JLL auxilia seus clientes no cumprimento das exigências de acessibilidade. E sua empresa, está preparada para atender à nova legislação?

 

Acessibilidade é um dever e um direito

Não é de hoje, porém, que a acessibilidade em ambientes públicos e privados é uma exigência legal. O Decreto Federal 5296, de 2004, obriga que edificações de uso privado multifamiliar e edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 9050).

Na JLL, a acessibilidade é um quesito fundamental para as equipes de gerenciamento de projetos. “Aplicamos a NBR 9050, que é uma exigência federal, em todos os projetos que gerenciamos, inclusive no que diz respeito a mobiliários. Buscamos sempre fornecedores que atendam às normas”, informa Luiz Correia, da área de Gestão de Projetos e Desenvolvimento.

Segundo ele, no momento, a JLL conduz várias obras em agências bancárias, estabelecimentos em que a questão a acessibilidade é muito importante. “Usamos pisos táteis, placas de identificação da agência em braile, banheiros para cadeirantes e locais de atendimento adaptados”, afirma o arquiteto.

Como responsável pelo gerenciamento de propriedades, a JLL também pode auxiliar os empreendimentos nas questões ligadas à acessibilidade. Gerente de infraestrutura da empresa, no Rio de Janeiro, Christiane Durante liderou um projeto de adaptação de um edifício corporativo, onde atuou anteriormente.

O empreendimento era de 1985, bem antes de surgir a preocupação com a acessibilidade. Busquei uma empresa especializada para ajudar no projeto e trabalhamos com uma arquiteta cadeirante, o que fez toda a diferença. Ela nos apresentou um laudo vivo, um completo mapeamento e iniciativas para atualizar o empreendimento e deixá-lo competitivo no aspecto da acessibilidade”, afirma a gerente de infraestrutura.

Com a aprovação do proprietário e a priorização de investimentos, o projeto vem sendo implantado no edifício, incluindo adaptação de elevadores (piso, botoeiras, placas em braile, corrimão no entorno, etc.).

Agora, Christiane vai realizar um trabalho semelhante em outro empreendimento corporativo no Rio, este concebido com rampas de acesso e banheiros adaptados. “Estamos planejando fazer o mapeamento de acessibilidade. É uma iniciativa importante, que facilita a rotina das pessoas deficientes e que também valoriza o empreendimento.”

 

Inclusão que respeita as diferenças

Na JLL, o tema inclusão vem ganhando força.

Temos focado na qualidade da inclusão e não apenas em cumprir a Lei de Cotas. Queremos fazer uma inclusão verdadeira e uma das formas de fazer isso é tratar as pessoas com deficiência como qualquer outro profissional da empresa, mas sempre respeitando suas diferenças no que se refere a adaptações, apoios e tecnologias assistivas. Isso porque, ao promovermos a acessibilidade para estas pessoas, garantimos sua plena participação e desenvolvimento profissional, em igualdade de oportunidades com os demais colaboradores”, afirma Thays Toyofuku, responsável pelo Programa de Inclusão na JLL.

Dentre as ações de acessibilidade realizadas pela JLL, destacamos os apoios elaborados para as pessoas com deficiência intelectual. Recentemente, a partir da mudança de escritório e do novo conceito de open space e mesas compartilhadas, foi necessário criar estratégias para assegurar a adaptação e inclusão destes profissionais.

Elaboramos um novo método de entrega de correspondências, no qual possui o nome e a foto de todos os colaboradores que ficam no escritório, bem como orientações para correspondências específicas (ex.: cartas de banco, multas, telegramas etc.). Além de oferecermos um guia para a separação das correspondências, isso possibilita que a pessoa saiba para quem entregar seguindo tanto as informações das pastas, como encontrar o destinatário com base em sua foto. Para este público, também buscamos nos comunicar de forma simples, utilizando palavras de fácil compreensão, sentenças curtas e claras. E, sempre que necessário, citamos exemplos do cotidiano para ilustrar situações ou desenhos e símbolos. Assim, promovemos a autonomia e independência destes profissionais para executarem suas tarefas.

Além disso, a JLL atua com dois tipos de processo de recrutamento e seleção: um para a área de Serviços Administrativos e outro para as demais posições da empresa.

No processo seletivo para a área de Serviços Administrativos, o objetivo é contratar pessoas com potencial para se desenvolverem na empresa. Ou seja, são perfis mais flexíveis no que se refere à idade, formação, conhecimentos técnicos ou experiência profissional anterior. Durante as entrevistas buscamos apenas identificar interesse e disposição para aprender. Ao ingressarem nesta área, as pessoas recebem todo o apoio e acompanhamento, além de treinamentos conforme a necessidade de cada um. “Identificamos os gaps e interesses profissionais para oferecer os treinamentos e apoios necessários para realizarem suas atividades e desenvolverem suas carreiras”, relata Thays.

Nos demais processos seletivos, os candidatos com deficiência participam juntamente com candidatos sem deficiência, observando-se as competências técnicas e comportamentais necessárias para a posição, independentemente de ter ou não uma deficiência.

Em todos os casos, uma vez admitidas, essas pessoas precisam cumprir metas, além de serem cobradas por qualidade e resultados no trabalho que desenvolvem. Elas não devem ser tratadas com atitudes assistencialistas / paternalistas, pois elas não promovem a inclusão de fato”, diz Thays.

A JLL faz parte da Rede Empresarial de Inclusão Social e está participando da segunda edição do Prêmio Melhores Empresas para Trabalhadores Deficientes, promovido pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, pois acredita que ainda há muitos desafios e é preciso buscar aprimoramento constante e estar alinhada às melhores práticas de inclusão.