Os protestos que ocorrem no Brasil desde 2013 trouxeram à tona não apenas a solicitação da população por melhorias em áreas como saúde e educação. Os atos de vandalismo decorrentes de alguns episódios de confronto entre policiais e manifestantes fizeram com que empreendimentos situados nessas áreas começassem a repensar seus atuais sistemas de segurança, com a finalidade de garantir mais tranquilidade aos usuários e preservar o próprio patrimônio. Na busca de soluções que amenizassem futuras possíveis depredações – como a ocorrida no dia 20 de junho, em que um milhão de pessoas saiu às ruas do Rio de Janeiro pacificamente, e que terminou em confusão – o Edifício Rio Office Tower (ROT), que teve sua fachada danificada na ocasião, recorreu aos serviços de Gerenciamento de Propriedade da JLL. Rafael Teles, gerente de infraestrutura do ROT pela JLL, conta que todos os atos ocorridos naquele momento foram acompanhados remotamente, o que possibilitou identificar os pontos de melhoria com o objetivo de reduzir os riscos.

Avaliamos por meio da tecnologia de monitoramento remoto e dos vídeos captados pelas 220 câmeras instaladas no local o que poderíamos fazer para melhor gerenciar o empreendimento em situações de crise. Esse sistema faz parte dos sistemas de segurança da maioria dos edifícios, mas o diferencial no ROT é que soubemos usá-lo de forma estratégica”, considera o executivo.

Com as informações colhidas por essa ferramenta em mãos foi possível identificar qual seria a ação mais imediata e eficaz. “Todo o plano de segurança do prédio foi revisto. Acionamos todos os serviços prestados por terceiros e de seguro para rever todas as questões relacionadas também à manutenção. Verificamos que reforçar a fachada seria a melhor solução para mitigar riscos futuros”, explica Jorge Azevedo, gerente regional de Gerenciamento de Propriedades da JLL. Sob a orientação dos projetistas, do arquiteto, além do proprietário e da síndica do empreendimento, todas as possibilidades de melhorar a segurança da fachada do ROT foram abordadas. A solução encontrada foi a implantação de portas corrediças de metal automatizadas, com mais de seis metros de altura, somando 75 metros de largura, que recobrem toda a estrutura da fachada sob a marquise sem prejudicar seu visual. Os proprietários compraram a ideia, preocupados com a segurança patrimonial do prédio e com a integridade dos usuários.

Encontramos uma solução eficiente e simples em termos de operação, que se tornou praticamente imperceptível em relação ao visual do prédio, além de atender a todas as solicitações da Prefeitura em relação ao terreno”, diz Jorge Azevedo.
 
Hoje podemos dizer que o ROT conta com um adicional à segurança, zelando ainda mais pelo bem-estar dos atuais usuários, em sua maioria empresas de tecnologia, e pelos demais que ainda ocuparão o prédio”, acrescenta Rafael Teles ao mencionar que a segurança remota foi de fato estratégica para o aprimoramento dos serviços de gerenciamento prestados no edifício.
 

Crédito – Vídeo: Rafael Rolim