Tendências para a terceirização de serviços imobiliários

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Cerca de 56% das empresas na América Latina administram suas atividades imobiliárias internamente.

Cerca de 56% das empresas na América Latina administram suas atividades imobiliárias internamente. A constatação registrada no estudo Global Corporate Real Estate Trends, da JLL, também revela que, apesar do momento de retração econômica, as companhias da região têm investido na expansão de suas atividades, seja no mercado interno ou no externo, a exemplo do Brasil, que hoje investe no continente africano. Essa realidade tem exigido um foco maior na ampliação de vendas e operações dos executivos responsáveis pela gestão imobiliária dessas organizações, estimulando a  terceirização de serviços.

Esses profissionais antes se concentravam na gestão do rápido crescimento dos portfólios, demonstrando menos interesse em terceirização. Hoje, porém, estão inclinados a adotar essa alternativa com o objetivo de maximizar o potencial imobiliário num ambiente econômico relativamente volátil”, diz Christian Beaudoin, líder de pesquisas corporativas da das Américas para a JLL, ao destacar dados do estudo:

  • Em termos globais, menos de 25% dos departamentos imobiliários de empresas administram internamente todas as atividades.
  • Na América Latina, esse número chega a 56%.
  • 15% das empresas mundiais terceirizam todas as atividades relacionadas a seus portfólios imobiliários.
  • enquanto apenas 6% das empresas o fazem no Brasil.

Conforme o crescimento doméstico se desacelera e operações eficientes tornam-se prioridade, as empresas brasileiras começam a explorar as oportunidades de economia de custos oferecidas pela terceirização das atividades imobiliárias”, considera Agnaldo Rossi, diretor da área de Corporate Solutions da JLL no Brasil. “Companhias latino-americanas que estejam expandindo sua presença global poderão contar com os serviços de prestadoras multinacionais para reduzir seus riscos”, acrescenta, ao mencionar que a expectativa, segundo resultados do estudo, é de um crescimento de 31% no portfólio brasileiro nos próximos três anos.